Somos todos catequistas: pais, mães, avós e irmãos na fé

Somos todos catequistas: pais, mães, avós e irmãos na fé

É urgente e necessário reconhecer a riqueza das contribuições da formação cristã dos adultos em nossas paróquias e comunidades. Favorecer e acompanhar os adultos na experiência do encontro pessoal e existencial com Jesus Cristo traz muita luz para a obra de evangelização. Acolhendo e caminhando com os adultos para a vida da comunidade, estamos preparando pessoas que poderão viver, celebrar e testemunhar a fé junto às novas gerações.

 

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Toda a comunidade é responsável pela iniciação à vida cristã de quem inicia seus passos no caminho do discipulado, seja criança, adolescente, jovem ou adulto. Quando falamos de uma comunidade responsável, incluímos catequistas, pais, casais, agentes das pastorais, pessoas adultas na fé para o serviço do Evangelho. Iluminada pela luz de Cristo, a comunidade se torna um grupo de vida e fé que fortalece os vínculos e relações fraternas.

A transmissão da fé é um compromisso intergeracional

Cada comunidade eclesial, cada família, cada grupo social, pode anunciar o Evangelho e transmitir a fé, entre si. O testemunho fiel aos mais jovens fortalece a comunhão com o Cristo. São Paulo escreve para Timóteo e recorda a importância de sua firmeza na fé, sustentado na Escritura:

Quanto a ti, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade. E sabes de quem aprendeste! Desde criança conheces as Escrituras Sagradas. Elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé no Cristo Jesus. (2Tm 3, 14-15)

E na mesma carta, logo no início dela, Paulo Apóstolo diz recordar que existe uma fé verdadeira no coração de Timóteo, destinatário de tal carta. O apóstolo ressalta a importância da transmissão da fé em ambiente familiar e valoriza a figura feminina representada nos primeiros versículos pela mãe e avó de Timóteo:

Recordo-me também da fé sincera que há em ti, fé que habitou, primeiro, em tua avó Loide e em tua mãe, Eunice, e que certamente habita também em ti. ( 2Tm 3, 5)

Prisioneiro em Roma e sentindo-se abandonado, Paulo quer que o Evangelho continue sendo proclamado e ele conta com a dedicação de seu sucessor:

“Não te envergonhes de testemunhar a favor de nosso Senhor… Então meu filho, fortalece-te na graça do Cristo Jesus. O que ouviste de mim na presença de numerosas testemunhas, transmite-o a pessoas de confiança, que sejam capazes de ensinar a outros. (2Tm 1,8; 2, 1-2)

Paulo apóstolo, homem adulto e maduro na fé, ensina o seu “catequizando” e discípulo, mencionado em diversas cartas Paulinas. A mãe e avó de Timóteo, lembradas na carta, são mulheres adultas e crentes, fiéis a Deus.

Assim, conformamos a importância da integração das famílias na catequese. Os adultos evangelizando as novas gerações para que a Palavra de Deus alcance os corações de crianças, jovens, adolescentes e outros adultos.

Catequistas que são pais, mães e avós, transmitam a fé com coragem, entusiasmo e criatividade!

O fato de recordarmos a figura de duas mulheres: uma mãe que viveu sua fé e uma avó que acolheu a fé e a transmitiu para outros, nos confirma a verdade de que os adultos podem e devem levar os mais jovens para perto de Jesus. Os idosos são guardiões das verdades da fé, são a memória viva dos grandes feitos de Deus e se tornam símbolo de sabedoria, depositária de uma rica experiência de vida, enriquecida pela proximidade a Deus.

A catequese, mais do que nunca, deve lançar um olhar generoso sobre os idosos de nossas comunidades e a eles anunciar a esperança de que, pela presença preciosa na vida da comunidade, podem favorecer o diálogo intergeracional, perseverando no compromisso de transmitir a fé aos mais jovens.

O importante é termos uma catequese adulta para pessoas adultas. Acolher e acompanhar os adultos e idosos que guardam os ensinamentos de Jesus e os comunicam, com alegria e esperança. Cresce sempre mais, entre nós catequistas, o desejo de uma catequese adequada às diferentes idades e realidades para que todos possam dar passos firmes e perseverantes no processo de iniciação à vida cristã.

Somos todos peregrinos na estrada de Jesus!

Pe Paulo Gil

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