O ser humano essencialmente é sua relação. Já ao nascer, traz consigo a contextual idade do outro, isto é, daquele de quem emana sua própria identidade.

O ser humano essencialmente é sua relação. Já ao nascer, traz consigo a contextual idade do outro, isto é, daquele de quem emana sua própria identidade. Nascemos todos à semelhança de um só. Não o outro dos psicólogos, do existencialismo, da ideologia, da psiquiatria, da ciência, mas aquele outro não reconhecido, não visto e por isso não amado. Aquele presente em nome da necessidade em primeiro lugar moral de se reconhecer e de se amar na mãe comum, a vida, de onde começa a nossa viagem humana. O outro que, sem pensar nele, a pessoa de você é diminuída. O outro como memória e como premissa.

Uma vida afeta a outra. No mundo há várias vidas, várias histórias, mas todas as histórias são uma só! O que dilacera o ser humano na sua existência e a sua relação é a ideia e são as atitudes de que nossa vida habita um arquipélago de inúmeras ilhas onde, em cada uma delas, existe um de nós vendo a humanidade na própria sombra, confiando apenas nela. E isso traz conseqüências para nossa fé e nossa conseqüente missão.

 

O amor é a razão de tudo o que nós fazemos no mundo. O amor perpassa todo o Evangelho como seu fundamento, sua razão, seu sentido, o seu próprio ser. O próprio Evangelho é Amor, é o caminho para amar, a verdade sobre o amor, a vida que se plenifica no amor. Amar é a atitude única compatível com o Evangelho e capaz de desencadear uma verdadeira revolução e revelar quem é Deus e a verdade da nossa fé, a razão de nossas vidas. Viver o amor muda tudo. Muda nossas relações com Deus, com os outros, com a Igreja, com as pessoas, com a cultura, com tudo aquilo que é expressão da ação humana: a política, a educação, a economia, a ciência, a filosofia, a arte, a própria espiritualidade. O amor é o “segredo” que fez os primeiros cristãos construírem a História da qual todos nós somos herdeiros e também protagonistas.

O amor como Ele, Jesus, o Ressuscitado amou e nos ama decorrente da paternidade de Deus que se expressa de maneira única e original na vocação à unidade: Pai, te peço, que sejam todos uma coisa só com eu e tu” (Jo 17,21)

E esse amor que constrói a unidade se aprende, se conquista. Ele pode ser o estilo de nossas vidas. Amar como Jesus ama e nos chama a amar faz experimentar a vida da Trindade entre nós. Podemos perceber que a história do mundo também hoje é uma história de luta, de divisões. E ainda precisa aprender a difícil e necessária arte de amar. É necessária a presença do amor para que Deus seja conhecido, a fé seja verdadeira e eficaz, surja uma nova humanidade cujos valores sejam outros bem diferentes daqueles que até hoje construíram nossa história sobretudo nos últimos três séculos. E nós, cristãos, somos, por chamado e por missão, aqueles que acreditam no amor (1 Jo 4,16).

Pe. José Alem, CMF Pedagogo, Professor de Comunicação, Filosofia, Especialista em Comunicação, Logoterapia, Espiritualidade, Conferencista, Filósofo Clínico, Educador e Comunicador. Autor do livro “Novas formas de comunicação eclesial: estratégias e ferramentas eficientes na evangelização”, publicado pela Catholicus Editora e Revista Paróquias.

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