Seja um comunicador de Cristo em uma era conectada

Seja um comunicador da mensagem de Cristo em um mundo em que todos estão conectados

Visitando uma família, quando pároco em Pouso Alegre (MG), deparei-me com dois jovens: uma moça de 24 anos e um rapaz de 22 anos, que estavam conectados com os celulares. Uma verdadeira atenção focada naqueles aparelhos.

Depois de um cumprimento de “boa tarde”, lacônico e genérico, convidaram-me para sentar e continuaram online. Retomaram seus celulares e eu fiquei observando a ambos. A sala parecia um claustro beneditino. Um silêncio total! Logo quebrei o silêncio e comecei a interrogá-los para saber o que estavam fazendo.

A moça logo mostrou o Iphone5 e as informações históricas de vídeos musicais que estava lendo e conhecendo. O rapaz estava acessando um site de relacionamento e partilhava mensagens com outras pessoas. Um mundo totalmente online, digital. Ambos objetivos, autênticos, breve e sabiam bem o que estavam fazendo.

Foi a partir daí que comecei a me despertar para o cotidiano das pessoas, que estão 24 horas conectadas online. Na rua, pais acessando seus celulares e os filhos andando ao lado, fazendo o mesmo. Nos restaurantes, as pessoas, antes de se sentarem à mesa, logo pegam seus celulares. Nos pontos de ônibus, todos conectados, todos com seus aparelhos, escutando, conversando, buscando informações, relacionando, etc.

Esta realidade do mundo digital vem transformando a nossa maneira de comunicar, ou seja, uma verdadeira transformação! Hoje somos online. Mudanças culturais, principalmente, com ajuda da ciência (saber) e da tecnologia (fazer).

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Mensagem direta

O Papa Bento XVI já alertava que, no mundo digital, transmitir informações significa, com frequência, sempre mais inseri-las em uma rede social, onde o conhecimento é partilhado em intercâmbios pessoais. Dessa forma, a distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação parece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e, cada vez mais, uma partilha.

Por outro lado, o Papa Francisco, na Mensagem para o 48º Dia das Comunicações Sociais (2014), em um tom claramente confiante, mas com muita prudência e sem esquecer os perigos, afirmou que “a internet pode oferecer mais possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos, o que é coisa boa, um dom de Deus”. E usando o ícone do Bom Samaritano, considera que a Igreja deve empenhar-se na internet para levar óleo e vinho ao homem ferido e que “a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e vinho bom para a alegria”.

Juventude online

Voltando aos dois jovens que estavam “online”, isto é, disponíveis para receber informações e se relacionarem dentro de uma rede de informática, e ao pensamento de Bento XVI e ao de Francisco, devemos entender que o mundo digital ajuda na informação e no relacionamento.

Neste mundo, devemos nos informar e relacionar com o sistema online. Temos que usar as plataformas do sistema online para a evangelização. O importante é ser presença neste meio e não ter medo da mídia. Os aplicativos são importantes meios de compartilhamentos para a evangelização. Devemos usá-los com criatividade e saber colocar nossa mensagem para transmitir Cristo às pessoas.

Desse modo, o fato me fez refletir sobre Jesus Cristo como exímio comunicador das verdades reveladas. Ele veio informar (anunciar) sobre o Reino de Deus e relacionar-se com toda a humanidade (fazer história). Para esclarecer, Jesus usou todos os recursos da sua época para ser boa-nova e anunciar o Reino dos Deus. Certamente, sua temática é plataforma de evangelização.

A missão

Primeiramente, hoje a grande missão da Igreja é comunicar o comunicador do Pai. Levar e ser Boa-Nova ao mundo inteiro.

Assim sendo, o mundo digital está em todos os aspectos da vida das pessoas. Muita coisa é online. A velocidade da comunicação, a expectativa da mídia e os aplicativos são realidades com as quais devemos nos envolver para ajudar a nossa missão de anunciar o evangelho e viver o mandamento maior de amor aos irmãos. Sendo assim, a Igreja tem que ter presença apropriada no mundo digital e atingir a vida das pessoas. Trata-se de um novo mundo.

No entanto, o “estar online na evangelização” vai nos levar a dinamizar a ‘Pastoral do Encontro’ que deve ter como proposta evangélica: estar ciente de que as pessoas necessitam de ser salvas, de ser redimidas (resgatadas) e de se assumirem como criaturas (criação).

Portanto, a ação da ‘Pastoral do Encontro’ deve ser processada nestes três distintos níveis, pois, há pessoas que ainda devem ser ajudadas a se valorizar como pessoas (autonomia, racionalidade, convivência, saída de si…) e a saírem do próprio mundo e da própria precisão de sobrevivência material. Há pessoas que necessitam ser resgatadas em sua própria estima e de situações conflitivas (droga, exclusão, exploração material e afetiva, prisão etc…). Há pessoas que necessitam ser salvas de uma vida sem sentido e sem horizonte (doença grave, velhice, morte iminente.)

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Finalmente, sermos online é ajudar as pessoas e o mundo a serem melhores.

Dom Edson Oriolo é Bispo Auxiliar na Arquidiocese de Belo Horizonte/MG. Mestre em Filosofia Social. Especialista em Marketing,. Pós-Graduado em Gestão Estratégicas de Pessoas, Professor, “Leader and Professional Coach” pela Act Coaching Internacional e membro do Conselho de Conteúdo da Revista Paroquias & Casas Religiosas.

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