Seja cauteloso na aplicação dos recursos conquistados pelo dízimo

Como fazer a aplicação dos recursos recebidos nas obras da Igreja?

Hoje em dia fala-se muito sobre aplicação dos recursos do dízimo em igual medida. No entanto, o que deve ficar como questionamento é sobre a forma de como esse dízimo é aplicado (administrado) pelos seus administradores; como ele é valorizado; qual é a sua economia hegemônica (a sua superioridade sobre outras formas de captação de recursos) que, na Igreja protestante ele se afincou, porém, na católica ficou a deriva. Portanto, não vamos entrar por esse caminho, pois o mesmo é longo demais.

Primeiramente, para isso existem várias maneiras de empregar o dízimo de forma econômica, evangélica, pastoral e pragmática na comunidade. Contudo, alguns cuidados e conselhos são importantes para aplicar os recursos conquistados.

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6 orientações providenciais

  • O cuidado de não se levar pelo “economania”. Há uma gana suada em se arrecadar dinheiro na comunidade. Parece que quase todas as paróquias caminham por essa onda. Não há dinheiro que chegue e baste. Sempre estão propondo alguma trama para se arrecadar alguns trocados a mais. Nunca se tem o suficiente e necessário para suprir as carências da comunidade. Sendo assim, aqui podemos falar das infinitas promoções, quermesses, bingos, jantares, velas, flores, etc. Tudo visando lucro!
  • Dinheiro mal aproveitado. Se gasta com coisas supérfluas e de somenos importância para a comunidade. Sendo assim, existem párocos que não conseguem ver uma novidade e já vão adquirindo aquele bem sem se preocupar com o Conselho Pastoral Paroquial (CPP) e dar a mínima de atenção a ele.

Foque nos projetos!

  • A falta de foco administrativo do presbítero que caminha à contra mão das necessidades da comunidade. Ter sempre algumas prioridades fundamentais. Cada Igreja deve ter seu perfil e sua carência própria.
  • Economia de água, luz, telefone, materiais de limpeza, internet, etc. A comunidade vai bem e o dízimo será suficiente se houver a preocupação em se administrar as economias da comunidade. O dízimo mal administrado nunca será suficiente.
  • Tendência em se comparar o dízimo de um e do outro. Cada comunidade tem o dízimo que merece. O dízimo é o tamanho da comunidade. Nunca se deve desejar um dízimo que vá alem das necessidades da comunidade, pois assim fazendo ele se tornaria uma simonia (At 8, 18-19) e que não desejamos para a Igreja.
  • Cuidado com o materialismo em nunca estar satisfeito com o dízimo da comunidade. Portanto, existem aqueles que sempre querem mais e mais e acabam sufocando a comunidade com seus intermináveis peditórios.

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É favorável utilizar a transparência e a participação dos agentes. Nada sozinho. Sempre em comunhão e, assim, o dízimo será sempre o melhor caminho de captação de recursos.

Pe. Jerônimo Gasques é Pároco da Igreja São José, Presidente Prudente-SP e Autor do livro “As Sete Chaves do Dízimo”, publicado pela Paulus Editora.

Texto escrito por Pe. Jerônimo e adaptado por Redação Promocat

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