“A palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais”. (At 12,24)

Em meio às tribulações, os apóstolos de Jesus, revestidos de coragem, anunciaram o Cristo Ressuscitado. Graças ao Espírito Santo, foram capazes de levar, com alegria, a Palavra de Deus ao povo. Falaram de esperança, permaneceram unidos na comunhão fraterna e o testemunho deles gerava o surgimento de uma comunidade de amor. Assim, todos os que foram iniciados à fé cristã puderam ver as palavras de Jesus se confirmando:

 

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“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos.

Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15, 4-5)

A vida das novas comunidades era um sinal visível dos frutos produzidos e o resultado da determinação e da fidelidade dos apóstolos. Nunca pediram para serem protegidos ou poupados do compromisso da missão, nem mediram esforços para perseverarem no caminho do seguimento. O caminho percorrido pelos apóstolos se tornava o caminho do Evangelho: “A Igreja, porém, vivia em paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo” (At 9, 31). Nas pegadas do Cristo, seguiram mostrando a força da esperança e do anúncio cristão.

Hoje, somos nós, os discípulos missionários, que acolhemos o Espírito para continuarmos a palavra e a ação da comunidade cristã. Muitos se perguntam:

  • Como podemos permanecer fiéis ao chamado de pregar o Evangelho?
  • Como vamos testemunhar a alegria do Evangelho em meio às dificuldades de hoje?

Talvez, não tenhamos as respostas, porque estamos atravessando um período muito conturbado em nossa história; estamos envolvidos nesse clima de tristeza e dor, vividos em tempos de pandemia. Sentimos que a dor do outro pode se juntar à nossa e, com isso, fica mais evidente o peso da missão: levar esperança e paz aos corações. Não fomos chamados para seguir o Senhor com a cabeça baixa, inseguros ou tristes. Não estamos sozinhos!

O papa Francisco, em sua Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, nos fala da força restauradora da presença do Ressuscitado em nossa vida:

“Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria. Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante!” (EG, 3)

Podemos crescer, sempre mais, na solidariedade com os que sofrem, mas não podemos nos deixar vencer: “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!” (EG, 80).

Caminhemos confiantes sob a direção do Espírito que nos levará a um novo horizonte da ação catequética. Nosso compromisso com a renovação da catequese requer muito empenho para que nossas comunidades sejam espaços de vida e fé: acolhedoras, fraternas, orantes e mistagógicas.

Jesus faz de nós, promotores da esperança! Como outrora aos discípulos, Ele nos acolhe e envia para o anúncio do Reino. É o próprio Jesus, Senhor e Pastor, quem conduz a Igreja para a missão de acolher, educar e acompanhar os que são iniciados na fé cristã. Cuidemos para não perdermos a alegria de viver em Cristo e de construir uma comunidade viva, como viviam os primeiros cristãos: “a multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4,32).

Pe Paulo Gil

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