Realize campanhas para a angariação de recursos para sua instituição

Aprenda estratégias e campanhas para a angariação de recursos

É um privilégio trabalhar na angariação de recursos para instituições religiosas. Poderá parecer estranho, mas na verdade fui descobrindo ao longo dos anos que, simplesmente, estamos tratando de caridade.

Nessa tarefa de servir de interlocutor entre quem precisa e quem quer dar, buscamos potenciar o melhor entre diferentes pessoas. Sendo assim permitimos concretizar a comunhão! Por isso, a partilha é um ato que faz bem, aliás, muito bem! A começar por quem percebe e vai aprendendo que pode dispor dos seus recursos para fazer com que outros possam usufruir de uma vida mais humana. Quem doa vai descobrindo que também ganha em justiça, em humanidade e em verdade. E o dar começa a fazer diferença, não só na carteira, mas acima de tudo, na capacidade de ser mais próximo. O dar vai se tornando também parte da sua identidade mais profunda, vai moldando a pessoa no sentido da sua verdade, que é também despojamento, sentido de unidade e pertença a um todo muito maior.

Mas afinal, e falando agora de termos mais técnicos, o que vem a ser a ‘angariação de recursos’, ou ‘fundraising’? (permitam-me o emprego deste termo anglófono; penso ser mais abrangente da realidade que se pretende trabalhar). Acho que a maioria dos leitores já pratica esta ferramenta de gestão. No entanto, atrevo-me a deixar umas linhas sobre esta ferramenta.

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O conceito

O fundraising trata de um conjunto de atividades que se desenvolvem em uma organização sem fins lucrativos, como é o caso de uma instituição religiosa, sendo que o seu objetivo é o de angariar, sobretudo, recursos financeiros junto a diversos órgãos públicos, de forma a permitir a sustentabilidade dos projetos e da organização.

Este conceito e prática estão hoje muito desenvolvidos por quase todo o mundo, incluindo ferramentas de gestão como:

  1. Planeamento estratégico da organização tendo em conta os objetivos de longo prazo;
  2. Agendamento das ações de divulgação da missão e dos projetos da organização;
  3. Gestão informática de bases de dados dos doadores;
  4. Estratégia da comunicação ou o relacionamento com os grandes doadores.

O fato é que o fundraising emprega, sobretudo, técnicas do marketing e começa e acaba nesta atitude de atenção constante ao mercado. Com efeito, estamos por falar em um mercado: este é o mercado dos doadores ou benfeitores, atuais e potenciais. E este mercado dos doadores, possui um conjunto de meios financeiros ambicionados por diferentes organizações, um mercado ao qual é oferecido uma variedade de ideias e interesses a quem destinar o seu apoio monetário.

Isto quer dizer que as diferentes organizações estão em concorrência pela preferência na escolha de dar, no projeto ou interesses comuns. De qualquer forma, a organização deverá aplicar o princípio básico de orientação ao cliente relativamente ao doador. E isto é bom. E significa estudar este mercado, onde se encontra inserido o doador, de forma a otimizar o uso dos seus recursos face ao público-alvo que se quer ajudar. Logo, a organização deverá comunicar com o doador de forma mais efetiva que as organizações concorrentes e prestar um melhor serviço.

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Interação social

Esta comunicação assume, vulgarmente, técnicas bem conhecidas como a conversa ou a carta pessoal, os eventos, as campanhas de casa em casa, os vales pelo correio, a publicidade, a internet, entre outros meios ao dispor de uma organização. É ainda importante referir que o doador, para além da função central que é a de apoiar financeiramente o trabalho de uma organização, pode também revestir-se de suma importância por outras razões, pelo seu trabalho voluntário dentro da organização, pelo seu contributo em gêneros, pelo seu conhecimento e influência em determinados mercados, pela sua projeção social, entre outras mais-valias que pode acrescentar para a organização.

As organizações sem fins lucrativos ou do terceiro setor, podem pertencer à diferentes áreas, como: área social, saúde, ambiente, cultura, educação ou religião. Quer dizer, falamos das instituições religiosas.

O fundraising já há longo tempo “estava entre nós”. Talvez não o tratássemos enquanto tal. Talvez não tenha sido praticado como dessa vez, com esta especificidade profissional. E ainda bem que chegou, para nos empenharmos mais nas causas, agora, com os trunfos dos dias de hoje. Utilizar estas ferramentas é uma responsabilidade que a nós “nos bate à porta”. Será responsabilidade? Também… é o privilégio de o fazer.

Madalena Abreu é Mestre em Gestão de Empresas. Docente no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. Autora do livro “Marketing Religioso”. É consultora de marketing e angariação de fundos para o terceiro setor. Sua investigação de doutoramento e interesse recai sobre o tema “motivation for donations for religious and secular organizaions”.

Texto escrito por Madalena e adaptado por Redação Promocat

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