Papa admite risco de “cisma” na Igreja Católica e lamenta comportamento de algumas pessoas

Na conferência de imprensa, Papa admite risco de cisma na Igreja Católica e lamenta críticas

Na última quarta-feira, 11 de setembro, Papa Francisco admitiu, em conversa com jornalistas, o risco de uma “cisma” na Igreja Católica e lamentou o comportamento de algumas pessoas que “apunhalam pelas costas.

“Sempre existe a opção cismática na Igreja, sempre, é uma das opções que o Senhor deixa à liberdade humana. Eu não tenho medo de cismas, rezo para que não existam, porque está em jogo a saúde espiritual de tantas pessoas. Que exista o diálogo, que exista a correção se houver algum erro, mas o caminho do cisma não é cristão” afirmou aos profissionais durante o voo de regresso a Roma. Francisco retornava de sua quarta viagem do pontificado à África, que se iniciou no dia 4 de setembro.

Segundo o pontífice, um cisma “é sempre é uma separação elitista provocada por uma ideologia separada da doutrina”. Realçou ainda, que as críticas ao seu pontificado não se limitam a setores católicos norte-americanos, mas “existem um pouco por toda a parte, mesmo na Cúria” Romana.

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Desflorestamento e a destruição da biodiversidade

Durante a conversa o Papa voltou às preocupações com o desflorestamento e a destruição da biodiversidade. Fez um apelo à proteção das florestas e dos oceanos, preocupação que já levou à proibição do plástico, no Vaticano.

“É preciso defender a ecologia, a biodiversidade, que é a nossa vida, defender o oxigênio, que é a nossa vida”, apelou.

Visita apostólica

Por ter visitado um país em campanha eleitoral, Francisco declarou que essa “foi uma opção decidida livremente. A campanha eleitoral começa nestes dias e ficava em segundo plano em relação ao processo de paz. O importante era ajudar a consolidar esse processo”. precisou

Ainda sobre o país do Índico, Francisco convidou os Estados Unidos da América e Reino Unido a respeitar a decisão da ONU sobre a soberania maurícia do arquipélago de Chagos, que incluem a base norte-americana de Diego Garcia.

“Devemos respeitar a identidade dos povos, esta é uma premissa a ser defendida sempre. Deve ser respeitada a identidade dos povos e assim expulsamos todas as colonizações”, justificou.

Em resposta a uma pergunta da agência espanhola EFE, que celebra 80 anos de existência, o Papa falou sobre o futuro da comunicação. Além disso, realçou a importância de “transmitir um facto e distingui-lo da narrativa, do que é transmitido”.

“A comunicação deve ser humana, e por humana entendo construtiva, isto é, deve fazer crescer o outro. Uma comunicação não pode ser usada como um instrumento de guerra, porque é anti-humana, destrói”, advertiu.

O Papa regressou na quarta-feira às atividades no Vaticano, com a audiência pública semanal na Praça de São Pedro.

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Com informações de Agencia Ecclesia

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