Os processos administrativos no comportamento humano

Os processos administrativos passam antes pelo comportamento humano, composto por mente, corpo e espírito

Podemos entender espiritualidade de diversas formas – muitas delas equivocadas – de comportamento humano. Segundo o dicionário Aurélio, espiritualidade é a qualidade do espírito, ou seja, o progresso metódico e constante dos valores espirituais; e é por essa premissa que devemos nos empenhar para a motivação, também constante, das pessoas.

Outro dia vivi uma experiência interessante quando ministrei palestra para um grupo de vendedores de uma das maiores editoras católicas do Brasil que buscava motivar sua equipe de vendas; tudo sob conceitos de espiritualidade. Nada muito novo, se tratamos de uma instituição católica; porém, recurso pouco utilizado mesmo nesse ambiente.

Mais feliz fiquei – e sempre fico – quando ministrei uma outra palestra sob gestão e espiritualidade, dessa vez dirigida a executivos de empresas seculares, que têm no lucro seu objetivo maior. Também grandes corporações que atuam no mercado de capitais – empresas e grupos de investidores – estão treinando seus executivos e gerentes com temas voltados para a espiritualidade da pessoa.

Sempre digo que Jesus Cristo é exemplo para qualquer pessoa em todas as áreas de sua vida, inclusive e principalmente, para as áreas profissionais, considerando que na cultura em que vivemos somos obrigados a trabalhar quase que ininterruptamente. Contudo, Jesus mostra, também, o equilíbrio sobre todas as coisas como razão e emoção, por exemplo.

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Como trabalhar a espiritualidade

E em verdade também vos digo: trabalhar a espiritualidade das pessoas também é investir na busca por melhores resultados individuais e em conjunto. Entretanto, sentimentos como auto-suficiência e o medo de mudanças, não criam um ambiente propício para que se trabalhe esta questão. Orgulho, ansiedade e vaidade também não!

Primeiramente, uma pessoa de espiritualidade sente-se responsável e sabe que pode mudar as coisas que atrapalham. É o “comandante de seu próprio destino” e, com fé, sempre realiza as mudanças necessárias. Foca seus objetivos e os da comunidade e dedica-se a conquistá-los. Aprende a gostar de si cada vez mais; assim passa a gostar mais das outras pessoas. Tem como meta cuidar melhor de si mesmo para melhor cuidar do próximo. Também reserva sempre em sua vida um espaço para aprender novidades; não se fecha em antigas idéias que só a limitarão. Portanto, abre-se para novos relacionamentos e vê em cada um deles novas possibilidades de aprendizado e crescimento, profissional e espiritual.

Esta pessoa também nunca se esquece de que seu comportamento humano influencia o comportamento de outras pessoas. É, ao mesmo tempo, emissora e receptora de carismas. Sabe que seu desempenho pessoal e profissional dependerá muito da sinergia que estabelecer com aqueles com quem se relaciona.

Em seu livro Gestão e Espiritualidade – Paulinas 2007 -, o autor, que também é Irmão Marista, diz que “lidar com o orgulho e a vaidade das pessoas é tocar no porão escuro da interioridade de cada um” e conclui que “vigiar e orar, são caminhos para não cair em tentação”.

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Sobre o autor

Fábio Castro é Profissional de Marketing. Graduado em Administração de Empresas, Especialização em Qualidade Total e Gestão de Processos Administrativos pela Fundação Getúlio Vargas/FGV. É empresário sócio-proprietário em várias empresas, como a Promocat Promotora Católica . É idealizador de projetos como a ExpoCatólica, Revista Paróquias, Portal Catholicus.org.br. Criou o CONAGE – Congresso Nacional de Gestão Eclesial, CONADIZ- Congresso Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha, CONASPAR – Congresso Nacional de Secretários Paroquiais, CONACOMP – Congresso Nacional de Comunicação Paroquial. Consultor e palestrante, ministrando administração financeira, marketing, liderança, dízimo e captação de recursos, dentre outros.

Texto escrito por Fábio Castro e adaptado por Redação Promocat

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