Organize projetos para a captação de recursos e utilização contábil

Saiba analisar a forma de captação de recursos e utilização contábil da sua paróquia

Atualmente, existem diversas maneiras de obter recursos sociais para que as entidades de terceiro setor (religiosa) devam utilizar de maneira clara para sua atividade específica ou para projetos sociais. Importante ressaltar que no momento da elaboração de um projeto, cuja finalidade seja angariar recursos, se considere a possibilidade legal da realização de parcerias com empresas privadas para que estes projetos obtenham êxito junto aos seus membros por meio da utilização contábil.

Para isso, é importante que na elaboração desses projetos sejam estipuladas metas e estratégias que serão colocadas em prática, aliados a um planejamento eficaz, o que com toda certeza, contribuirá para o sucesso pleno do mencionado projeto.

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Modelo de Recurso de captação

A instituição poderá elaborar um projeto para captação de recursos seja ele: Projeto de Materiais Recicláveis, Projeto Material de Artesanato e tantos outros.

Organização do projeto

Para que um projeto dê certo é necessário ter ideias e planejamento. Além disso, agendar as atividades que serão desenvolvidas, campanhas publicitárias, divulgação ou um patrocínio e, principalmente, o público-alvo.

Finalidade da captação

Para elaborar um projeto deve ter clara a finalidade e para que se destine tal captação de recursos, não podendo ser alterado após sua realização.

Funções operacionais do projeto

Para a realização operacional de qualquer projeto, é necessário que todos os envolvidos se comprometam com a satisfação das necessidades dos outros, trabalhar junto da melhor forma que além de servir o outro, seja necessário que mesmo dependendo de outros, possa conseguir o resultado desejado.

Nesta mesma linha de pensamento, é bom ter como parceiro certo para que haja uma motivação de parceria para a sua utilização contábil. O que poderá ser feito em vista do retorno que o projeto lhe renderá, visando a atividade a ser desenvolvida, mas para isso é importante e necessário ainda verificar que devemos ter consciência de ter em mente:

Parceria: para este estudo deve haver um entendimento entre duas pessoas jurídicas distintas para um fim de interesse comum.

Público-alvo: público a ser abordado pelo projeto de recursos; nesta dissertação, as empresas privadas.

Beneficiário: público beneficiado pela atuação social da organização nesta dissertação, a comunidade em geral.

Sustentabilidade: que se sustenta a longo prazo em caráter econômico, social, ambiental e cultural.

Terceiro Setor: é o conjunto de organizações sociais privadas. Não possuem fins lucrativos, com atuação voltada ao atendimento das necessidades e segmentos da população, visando ao bem comum (COELHO, 2000).

Desenvolver na comunidade

Para que isso seja bem realizado na comunidade é necessária à elaboração de um plano de comunicação. É eficaz que ele reflita a missão, a sua praticidade, seus objetivos e que estejam integrados nas suas atividades com a utilização contábil. Portanto, é necessário que todos se envolvam de maneira que chegue ao objetivo total do projeto e que possa atrair a atenção tanto dos membros envolvidos como da comunidade.

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Liderança e gestor do projeto

As organizações sem finalidade lucrativa ou do terceiro setor, estas que pertencem a diversas áreas. Por exemplo: área social, saúde, educacional, cultural ou até religiosa. Neste caso são as instituições religiosas, utilizem deste meio para angariarem fundos e fazer suas aplicações na sua atividade fim descritas no seu estatuto social.

Regras tributárias e contábeis

É importante que todo projeto que as instituições do terceiro setor realizem, devem efetuar a sua prestação de contas. É uma exigência do CDC para salvaguardar toda Instituição Eclesiástica diante da Lei civil. Tendo em vista que ela já presta conta perante o Direito Canônico, cânones 1283, item 2º e 3º, o seu administrador tem a obrigação inventariar o início das atividades, 1284, § 2º, item 7º, manterem o livro de entradas e saídas (Fluxo de Caixa); item 8º da prestação de contas anuais, além da apresentação de previsão orçamentária para o exercício seguinte.

Nas entidades sem fins lucrativos há uma necessidade de prestação de contas da instituição para com a sociedade que, lhes confiou o patrimônio para administrar. A finalidade das Notas Explicativas é proporcionar o entendimento das demonstrações a seus usuários.

Para Olak e Nascimento (2008, p. 76) o objetivo das Notas Explicativas é: “explicar os critérios adotados pela contabilidade. Sendo assim, elaborar as demonstrações contábeis, bem como esclarecer algumas operações realizadas pela organização que refletem monetariamente nas demonstrações.”.

Analise os relatórios contábeis 

Em síntese, as Notas Explicativas, em qualquer entidade e qualquer demonstração, têm por finalidade esclarecer fatos registrados que possam gerar dúvida. Portanto, estes relatórios contábeis, se elaborados dentro dos padrões, são de grande importância aos gestores ou associados. Através deles há um maior esclarecimento das atividades desenvolvidas dentro da entidade. Expõem também, se houve déficit ou superávit no período. Quando apresentados para a sociedade, podem conscientizá-la da importância dos projetos sociais desenvolvidos. Geram maior credibilidade e recursos para as entidades que necessitam de recursos financeiros oriundos da sociedade para sua continuidade.

As entidades sem fins lucrativos possuem algumas informações que são peculiares. Elas devem ser abrangidas nas Notas Explicativas. Assim, essas notas são um poderoso instrumento de prestação de contas e de transparência para a gestão dessas entidades. Nestes relatórios estão contidos os aspectos históricos da entidade. Além da missão e objetivos, atividades desenvolvidas no período, descrição dos convênios, parcerias e contratos, pessoas atendidas, etc.

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Dorival Venciguera é Bacharel em Ciências Contábeis. Pós-Graduado em Controladoria e Gestão Empresarial. Auditor e Perito Judicial das Comarcas de Marília, Pompéia e Garça/SP. Professor Especialista do Curso de Pós-Graduação em “Gestão Paroquial” no IFITEG, Goiânia/GO. Diretor de DV – Assessoria Contábil, Marília/SP.

Texto escrito por Dorival e adaptado por Redação Promocat

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