O que sabemos sobre a colheita?

Você colhe aquilo que planta! Este é um ensinamento que todos já ouvimos em algum momento da vida. De fato, faz muito sentido e é preciso ser constantemente lembrado. Por outro lado, esse ensinamento tem recebido uma abordagem superficial, limitando-se a ensinar que os acontecimentos de nossas vidas são consequências diretas de nossas ações. Não é tão simples assim. A superficialidade com que muitos assuntos têm sido tratados em uma época de muita informação e pouco conhecimento subverte até mesmo uma lição tão bonita como a da colheita.

 

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Na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, o apóstolo diz: “Eu plantei, Apolo regou; mas foi Deus que fez crescer. Ora, aquele que planta não é nada, nem quem rega, mas sim Aquele que faz crescer, que é Deus. Quem planta e quem rega são uma só coisa, mas cada um receberá seu salário na medida de seu próprio trabalho. Pois somos os cooperadores de Deus, e vós sois o campo de Deus, o edifício de Deus” (1Cor 3, 6-9). Esse ensinamento enriquece a visão mundana do trabalho em proveito próprio e reafirma a importância da vida de serviço. Nós somos instrumento das obras de Deus e só podemos realizá-las tendo o Cristo como base sólida de nossas ações.

O que sabemos sobre a colheita?

Ao ensinar o caminho de vida através da comparação com uma colheita, não se trata apenas de ações e consequências, mas também de constante trabalho e perseverança, dedicação e paciência. Não basta plantar e virar as costas para a obra, é preciso acompanhá-la e cuidar com carinho e atenção, para que não fique sem água ou encharcada, para que não fique sem sol ou se queime, para que receba adubo, vento e sombra. E o resultado não é rápido, é preciso paciência. Ao ensinar sobre boas obras, o próprio Cristo nos alertou pelo cuidado com a hipocrisia. Talvez ainda haja obras mundanas com recompensa imediata, mas, nesse caso, lembre-se, você já recebeu a recompensa do mundo e não terá nova recompensa de Deus pela mesma obra (Mt 6, 1-8).

São Josemaría Escrivá nos ensina que “o amor à Senhora é prova de bom espírito, nas obras e nas pessoas singulares” e orienta: “desconfia do empreendimento que não tenha esse sinal” (in Caminho). Estejamos atentos aos projetos nos quais não conseguimos enxergar a presença de Deus, a verdade de Jesus Cristo e o amor de Maria. Lembremo-nos, colhemos o que plantamos, mas plantar exige trabalho árduo e perseverança, além de ser comumente demorado.

 

OVES-CATEQUESE

 

Que o amor a Deus e ao próximo seja presença constante nas nossas obras. Não nos faltará perseverança em obras de fé. Sempre haverá paciência para aqueles que esperam em Jesus Cristo. Estejamos atentos aquilo que plantamos, a colheita exige mais do que uma primeira e única ação, exige de nós uma vida de serviço, cuja recompensa é eterna. Que assim seja.

Por Luís Gustavo Conde

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