Invista em recursos midiáticos para uma evangelização ainda mais compartilhada

Desenvolva novas habilidades em recursos midiáticos para uma boa evangelização

O homem deixou a vida simples das cidades e, até mesmo, aquelas isoladas no sertão, longe de tudo e de todos. Ele saltou para um mundo instantâneo, imediatista, sem fronteiras, o mundo do tempo real, do virtual, das redes com suas parafernálias de mobilidade e tecnologias.

Com isso, as tradições, os costumes, a cultura já não tem mais a força de suas palavras e testemunho. Junto deles há uma enxurrada de outras culturas e costumes. Misturando tudo exibe um panorama eclético para aquilo que se via com tanta propriedade e identidade.

Nesse universo instantâneo de redes de conexão, redes sociais, se vê que a maioria da população é excluída digital. Fato tão grave quanto os excluídos sociais, impedidos de viverem sua cidadania ou de desenvolverem seus potenciais pessoais.

E essa exclusão também afeta o cristianismo. A proposta principal é levar a Boa-Nova a toda criatura em meio a onda imensa de informações que torna o homem mais surdo, ou sem percepções, em que a Palavra semeada brota e morre, igual a semente que cai sobre a pedra (Lc 8,7), o homem perde seus paradigmas ou se confunde na verdade (2Jo 7-8) e muitas vezes como Pilatos, vive a perguntar: “o que é verdade? ” (Jo 18,38).

Leia mais:
A comunicação evoluiu e nós também: a Revista Paróquias agora é digital e mensal!

Contribuição das tecnologias na paróquia

A verdade permanece a mesma, o valores também. O mandamento que sustenta o cristianismo é eterno. Ou seja, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, gerando para o anunciador da Palavra, com a tecnologia em mãos, o desafio de se fazer ecoar no coração do humano a partir dos parâmetros entre os paradigmas pastoris do Novo Testamento e o modus vivendi do século XXI, porque a humanidade foi e continua sendo parte do projeto de Deus, estando Ele presente permanentemente com o homem (Mt 28,20b).

E nesse novo mundo, as tecnologias contribuem fundamentalmente para a existência humana atual, incluindo essa mesma contribuição na praxis cristã, para o anúncio da Boa-Nova, não havendo dúvidas que o seu uso deve ser incorporado pela Igreja potencializando a divulgação da Palavra. A propósito, a Instrução Pastoral “Communio in Progressio” traz a seguinte orientação:

“Cristo mandou aos Apóstolos e seus sucessores que ensinassem ‘todas as nações’, que fossem ‘a luz do mundo’, que proclamassem o Evangelho em todo o tempo e lugar. Do mesmo modo que Cristo se comportou, durante a sua vida terrestre, como o modelo perfeito do ‘Comunicador’.  Os Apóstolos usaram os meios de comunicação então ao seu alcance, também o nosso trabalho apostólico atual deve usar as mais recentes descobertas da técnica. De fato, seria impossível, hoje em dia, cumprir o mandato de Cristo, sem utilizar as vantagens oferecidas por estes que permitem levar a mensagem a um número muito superior de homens. Aliás, o Concílio do Vaticano II exorta os católicos a que, sem demoras, usem os meios de comunicação social, nas diversas formas de apostolado” .

Mídias como auxílio litúrgico

E seguindo esse caminho, já se observa nas diversas paróquias do país, o uso de mídias para auxiliar a orientação litúrgica da celebração nas missas. Nesse contexto, os recursos servem para dar segurança aos fiéis no acompanhamento e posturas corretas nas ações propostas para o rito celebrativo. Integrando-o no corpo místico de Cristo, longe de provocar a distração do fiel na missa, por exemplo: a oração projetada em tela de multimídia, intensifica a sua mensagem, assim como permite a assembleia acompanhar e cantar as músicas aprofundando os sentidos místicos e religiosos como proposto pelo Missal Romano:

“Os gestos e atitudes corporais, tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do povo, visam conseguir que toda a celebração brilhe pela beleza e nobre simplicidade, que se compreenda a significação verdadeira e plena das suas diversas partes e que se facilite a participação de todos” .

Para a eficácia dessa ferramenta é necessário ter a sensibilidade para o contexto celebrativo, despertando-se para o seu uso como ferramenta orientadora, valendo-se do projetor como um guia, gerando a interatividade dos fiéis com o sacerdote e a equipe litúrgica, isto é, ele deve ser utilizado como uma extensão (longa manus), como é o microfone para a voz, executado somente nos momentos em que se faz necessário orientar os fiéis, como na resposta pouco conhecida de uma oração, do responsório ou a letra de um canto.

Leia mais:
A comunicação pode transformar e renovar as estruturas eclesiais

O cuidado com o uso das mídias na evangelização

Ainda neste contexto, o uso excessivo das mídias, como imagens animadas, ícones com mensagens subversivas, textos que refletem apenas o pensamento do elaborador afastando o Cristo do centro celebrativo, homilias como vídeos e áudios, provocam o desvirtuamento da sua função orientadora para a função condutora, ou seja, os fiéis deixam de ser orientados para uma participação interativa e passam a ser conduzidos pela projeção, tornando-se passivos, sem espontaneidade e isolados, assemelhando-se à presença da assembleia diante de uma TV, o que não é o propósito celebrativo:

“O primeiro elemento litúrgico são as pessoas. A presença de homens e mulheres no recinto em que se encontram, felizes por se reconhecerem como convocados por Deus faz de nossas assembleias reuniões diferentes das que concentram pessoas em teatros ou estádios, em reuniões sindicais, ou en¬contros partidários, como também diante da TV. Elas se reúnem na fé, em nome de Cristo, conduzidas pela ação misteriosa do Espírito que as transforma em sinais do Reino do Pai. Daí emerge o sentido da assembléia litúrgica” .

O desafio do uso das novas tecnologias

A sensibilidade é necessária também para manter o equilíbrio celebrativo, ou seja, se não melhorar com a ferramenta, também não se deve piorar. O uso das tecnologias não deve provocar traumas para não aumentar ainda mais a exclusão. E o que poderia ser agradável e estar a favor, passa a ser odiado e sumariamente rejeitado.

Com o uso da tecnologia e dos recursos midiáticos, o desafio do anunciador da Palavra pode reduzir os ruídos da mensagem. Sua voz não estará rouca e poderá ter um destaque melhor no meio de muitas vozes que falam ao mesmo tempo em que ele, diminuindo a dificuldade do homem de escutar a Palavra e crie certeza nos fundamentos do Evangelho em meio a tantas outras mensagens, filtrando, identificando focos, formando o homem para este novo mundo.

A tecnologia é nova. Os preceitos do Evangelho vividos na humilde comunidade de pastores, também se aplica na mais moderna indústria ou sociedade de qualquer tempo, porque o homem só pode ser considerado um ser desenvolvido, a partir do momento em que compartilha o bem entre os seus.

Laurentino Lúcio Filho é Mestrando em Tecnologia da Inteligência. Design Digital pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Contato: luciofh@outlook.com

Texto escrito pot Laurentino e adaptado por Redação Promocat

©[2019] Portal Paróquias - Todos os direitos reservados a Promocat Marketing Integrado

CONTATO

Não há nenhum operador online, mas você pode nos enviar um e-mail e retornaremos o mais breve possível.

Enviando
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Create Account