Internet na paróquia: sua Instituição aos olhos do mundo

A internet na paróquia

Todos querem estar “on-line”, mas tem gente que se complica pensando que o caminho é longo para ter seu próprio site e expandir a comunicação por meio da internet na paróquia.

Comunicar-se pela rede mundial de computadores não é coisa somente para os grupos mais estruturados, que possuem melhores condições financeiras. E é fácil, diante da concorrência dos sites que oferecem conteúdo em www2 (que é atualizado pelo próprio usuário), obter outras opções de ferramentas para este tipo de trabalho. Sendo assim, é importante que a paróquia possua seu próprio site, com domínio próprio e de fácil divulgação. E isso tem um custo, que pode ser minimizado se feito da maneira certa.

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Criando um site

Primeiramente, ter um site requer, além da produção da página, o contrato de um servidor (onde os arquivos deverão ser instalados) com taxa mensal de hospedagem que fica de R$ 15,00 (para formatos mais simplificados, sem Banco de Dados) a 350,00 (para projetos grandes). A Locaweb é líder no mercado de hospedagem paga no Brasil, mas também existem opções gratuitas como o HPG.

O endereço do site (ex: www.suaparoquia.com.br) deve ser registrado junto à FAPESP, a taxa é anual e custa R$ 30,00. Existem outras opções de domínios, que saem por menos. A sugestão é simplificar e não optar por endereços complicados.

Para a construção e manutenção do site, o ideal é ter uma equipe organizada. E, caso não seja possível, ao menos contrate uma equipe para o trabalho inicial. Depois, para a atualização de conteúdo, a equipe da Pastoral da Comunicação faz a parte dela. Tendo condições, a paróquia pode contratar uma empresa especializada e receber o site pronto, tendo apenas o trabalho de mantê-lo atualizado.

Como Deus sempre está ao lado dos párocos, não faltam oportunidades de voluntários que se dispõem a fazer o site da paróquia. Sendo assim, o interesse gira também em promover o seu trabalho, já que estar ligado à igreja lhe trará certo status. Isso pode favorecer aos dois lados como também pode trazer resultados negativos… Do que vemos acontecendo, poucos foram os bons resultados. A produção em geral é de baixa qualidade, amadora. E, quase como uma tradição no processo, o site começa na empolgação e em menos de três meses pára.

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O responsável pela criação

Criar um site não se aprende de uma maneira simples, tanto que é uma profissão que tem nome: Desenvolvedor Web, aliando o profissional webmaster, o webdesigner e o programador. Para aqueles que não são tão “sortudos” em encontrar almas devotadas para produzir o site, a grande dica é investir em alguém que tenha o perfil próprio, que não apenas goste de Internet, mas que tenha facilidade com design. Na paróquia deve existir um rapaz com este perfil, tocando guitarra no ministério de música… Investir quer dizer pagar um curso básico de ferramentas para desenvolvimento Web (como o Dreamweaver, Flash e Photoshop). Se encontrar alguém que já tenha esta formação, a próxima fase é investir em estrutura, comprando um computador de boa configuração e com conexão à Internet na paróquia.

A realidade das instituições

Para a realidade das instituições religiosas, podemos apontar dois formatos de websites:

Estático: formato simples, com conteúdo fixo que aparecerá sempre como foi criado ou que poderá ser atualizado manualmente, através dos arquivos originais. Todavia, este formato é ideal para congregações ou pastorais que queiram apenas divulgar informações institucionais;

Dinâmico: formato com linguagem de programação, de atualização automatizada tendo disponível uma página (como um webmail) de onde é cadastrado o conteúdo. Pode conter, além das informações institucionais, sistema de notícias e outros tipos de interações com os internautas (fóruns, formulários, controle de usuários, etc). Ideal para paróquias ou dioceses que queiram interagir com seus fiéis, divulgando notícias e eventos. Requer, além do serviço de webdesign, o de um programador. Contudo, após a produção do site, a manutenção de conteúdo é mais simplificada, sem requerer conhecimento dos programas de desenvolvimento. Portanto, a equipe somente terá o trabalho de cadastrar textos e fotos.

A produção

Durante a produção do site, já deverá estar em movimentação a equipe de captação do conteúdo. Daí o papel de uma Pastoral da Comunicação ativa, eles se organizarão para a estruturação das informações disponíveis (dados históricos, etc).

Não arrisque colocar o site no ar e só depois se preocupar em como divulgá-lo. Monte um belo lançamento, com material de divulgação (como panfletos) e até mesmo um evento. Toda a paróquia precisa ficar sabendo da boa notícia.

Para as despesas com estrutura ou contrato de pessoas, uma opção possível é trabalhar com banner’s publicitários – estipule formatos e preços, com uma tabela a ser oferecida às empresas locais. Entretanto, a negociação deve ser justa, o empresário quer anunciar onde será realmente visto. Sua parte é, com o que foi arrecadado em publicidade, investir principalmente na divulgação do site. Ações promocionais com brindes personalizados sempre dão certo.

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No ar!

Após o lançamento, a equipe de conteúdo será a principal responsável pela sobrevivência do projeto. Além de atualizar as informações sobre o que acontece na paróquia, com fotos e notícias, eles deverão estar atentos ao lançamento periódico de novidades. Contudo, opte por lançar algo que consiga ter continuidade. É melhor oferecer um site pequeno, agregando novidades aos poucos, do que lançar algo que não tenha continuidade.

O Brasil possui uma extensa lista de sites católicos, porém poucos são os que conseguem ter sequência, frustrando os internautas. Sendo assim, não inclua sua paróquia nesta lista. Portanto, seja lúcido e dê os passos certos para estar ligado a este mundo. A internet na paróquia pode salvar a evangelização!

Sérgio Fernandes é publicitário e escritor. Em 2005 desenvolveu o projeto do portal da Arquidiocese de Palmas – TO

Texto escrito por Sérgio Fernandes e adaptado por Redação Promocat

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