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Inicia-se processo de beatificação de Padre Léo

A abertura do processo de beatificação de Padre Léo aconteceu no último sábado, 7 de março, com a Missa presidida por Dom Wilson Tadeu Jönck, arcebispo de Florianópolis

No último sábado, 7 de março, deu-se início ao processo de beatificação do padre Léo, com a Missa presidida pelo arcebispo da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, na Comunidade Bethânia, obra fundada pelo padre Léo. A celebração contou com a presença de mais de 5 mil fiéis.

A fama de santidade do sacerdote só aumenta com suas diversas pregações sobre Cura Interior, sendo repercutidas pelos veículos de comunicação e pela internet. A principal missão do sacerdote foi o acolhimento de pessoas marginalizadas pela sociedade, na Comunidade Bethânia, por ele fundada.

Antes do início da Missa, foi instaurado o Tribunal Eclesiástico do processo de beatificação. A celebração, que começou às 15h, contou com a participação dos familiares do padre Léo, dos postuladores do processo de beatificação e de fiéis de todo Brasil, que prepararam caravanas para estar presentes nesse momento marcante.

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Abertura do processo de beatificação

Dom Wilson Tadeu Jönck, arcebispo da Arquidiocese de Florianópolis, fez o juramento do documento de abertura do processo de beatificação do pe. Léo. Logo depois, os responsáveis pela causa assinaram o documento.

De acordo com padre Lúcio Tardivo, postulador da causa no Brasil e responsável pelo Instituto Pe. Léo, “o tribunal é constituído para se recolher os documentos que comprovem a santidade do padre Léo”. Após ter esses documentos em mãos, eles são enviados para a congregação para causa dos Santos, no Vaticano. Na Itália, há outro responsável pelo processo, Paulo Vilotta, que faz o intermédio com o Vaticano.

Segundo o postulador italiano, “a cada dia é um novo conhecimento gerado espiritualmente pelos documentos do pe. Léo. Agora, com a instauração do tribunal podemos começar o inquérito oficial”, afirmou. O postulante ainda comenta que, entre as características de pe. Léo, a que mais chama a sua atenção é o acolhimento.

Para um melhor andamento do processo, foi criada uma comissão histórica para analisar a vida do padre. “Todos os documentos de vida, livros, infância, depois de serem analisados serão entregues na congregação pela causa dos santos”, disse o pe. Lúcio.

Um momento de profunda fé

Ao começar a Missa, foi transladado do Memorial do Padre Léo seus restos mortais diretamente para o palco. O momento foi de emoção para os mais de 5 mil fiéis que estavam presentes na Comunidade Bethânia.

Restos mortais do padre Léo foram exumados e colocados em nova urna, para o início do processo de beatificação. Foto: Patrick José

Restos mortais do padre Léo foram exumados e colocados em nova urna, para o início do processo de beatificação. Foto: Patrick José

Logo no início da homilia, dom Wilson destacou que a santidade é a vocação de todo cristão. “Todos nós somos chamados a ser santos. É importante olhar a vida do padre Léo, aquilo que ele acreditou, para que isso possa também nos inspirar a buscar a vida de santidade. Penso que seja muito importante que essa celebração possa suscitar em nós o desejo de sermos santos”, afirma o arcebispo da arquidiocese de Florianópolis.

Inspirado na liturgia do dia, o arcebispo começa a aprofundar o sentido da vida de um santo. Segundo ele, Deus realiza a sua obra por meio da pessoa e faz o milagre através do santo.

“Quando nós admiramos e veneramos um santo é porque somos profundamente agradecidos com aquilo que Deus fez na vida dessa pessoa e nunca é só para a pessoa do santo, Deus enche de graça todo povo”, ressalta o arcebispo.

Entregou sua vida a Deus

Ao longo da história de pe. Léo, Deus foi crescendo em importância. Por meio da sua dedicação e entrega a Deus, hoje deixa um exemplo de santidade. “Ele foi dedicando mais tempo e atenção a Deus. De repente era toda sua vida que era voltada para Deus. Esse voltar para Deus em suas pregações, nas atitudes, na sua caridade, fez com que ele estivesse 24h voltado para Deus”.

O arcebispo lembra que o padre quando estava em vida, fez o bem a muitas pessoas. Sendo assim, a generosidade do sacerdote fez com que o evangelho acontecesse na vida de muitas pessoas. “Essa ação continua a manifestar e agir, mesmo depois da morte do pe. Léo”, falou. Essa é a fé de todo cristão, que acredita em um mundo que pode ser transformado.

“Ser santos nós não conseguimos por hereditariedade. Ser humano não é capaz de gerar um santo, ser humano gera um ser biológico. Mas Deus faz desse ser biológico um santo! Esse é o nosso compromisso cristão. Esse é o seguir Cristo! – Dom Wilson Tadeu, arcebispo da arquidiocese de Florianópolis”.

O “contágio”

Dom Wilson indica um caminho para ser santo: “isso se consegue por contágio”, quando se aproxima de Cristo, se absorve dele as características de santidade. “Cristo é o caminho de santidade. Então muitas ações vão se no multiplicando em nós. Vamos cada vez mais nos ocupando com a oração, com a vida de caridade”, ressalta.

Com informações de Vatican News

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