Fortaleça sua comunicação paroquial para promover o evangelho

Saiba como fortalecer a comunicação paroquial para promover a Boa Nova

Comunicar é uma arte que toda e qualquer pessoa em seu dia-a-dia de tantas maneiras e com tantos meios o faz. A comunicação promove a compreensão, a transmissão de informação, a formação, e sobretudo, possibilita o desenvolvimento das relações entre as pessoas. Obviamente vivemos num mundo globalizado, no qual, há um frenesi de comunicações e consequentemente de informações. Diante de tal frenesi, cabe nos perguntar sobre a qualidade, a verdade, o modo e os meios que utilizamos para comunicar e transmitir nossas mensagens por meio da comunicação paroquial.

A Igreja a um bom tempo se preocupa com a qualidade das informações transmitidas bem como, sobre a melhor maneira de comunicar a Boa Nova, ou seja, de evangelizar. Evidentemente percebemos a inserção da Igreja nos diversos meios de comunicação: jornais, revistas, rádio, TV e no grande areópago de informações e comunicação que é a internet.

Deste modo, sabendo da responsabilidade em comunicar e transmitir as verdades da fé e os valores da vida cristã com qualidade e eficiência, ressaltamos como proposta, o estudo de um texto do Compêndio do Vaticano II no qual se desenvolve um discurso com a temática, Os Meios de Comunicação Social – Inter Mirifica. O presente texto é desenvolvido em dois capítulos. Tem como temática as Doutrina da Igreja e a Ação Pastoral da Igreja. Trata-se da questão dos meios de comunicação e sua eficácia na vida do homem bem como na vida da Igreja.

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Diante da temática da comunicação o documento Inter Mirifica traz essa preocupação em difundir uma comunicação para o bem, ele quer alertar a todos, sobretudo, aqueles que tem por missão promover o bem. Os Sacerdotes como comunicadores, são convidados a conhecer a teoria da comunicação. Todas as técnicas pertinentes a cada gênero que abrange a tarefa de um agente comunicador. E também os leigos por sua vez, sejam bem preparados para o bom uso dos meios de comunicação social. O Documento é bastante relevante, por ser o primeiro a tratar da comunicação em massa. Ele nos apresenta um modelo de comunicação a ser seguido, o modelo da Trindade, pois esse deve ser alcançado pelos homens: uma relação, uma íntima comunicação em comunhão.

Uma comunicação para o bem e promoção do Reino de Deus é uma preocupação do ontem e do hoje da vida da Igreja. No Documento Inter Mirifica o Papa Paulo VI, manifesta sua preocupação lembrando de que a comunicação é importante, mas não anula a possibilidade do seu mau uso. Por isso, a formação da consciência dos comunicadores e receptores é de grande relevância. Os meios de comunicação devem conduzir todos os homens à salvação. Em nosso atualidade nos diz o Papa Francisco: “A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive neste contexto da comunicação, é preciso uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração”.

As antigas comunicações

Vale lembrar que até o Concílio do Vaticano II, os meio de comunicação eram vistos com sérias preocupações. Agora, discute-se nem tanto se os meios são ou não virtuosos, mas a utilização dos mesmos pela Igreja em suas ações missionárias, que tem sido instrumentos preciosos. Por outro lado, a preocupação em vigiar a utilização desses meios para que sejam canais do bem. Deus comunicou e se comunica com a humanidade, pois deseja recordá-la que ela é comunicável. Isso está na raiz da criação do ser humano, um ser que nasceu para dizer. Compreendemos melhor esse comunicar-se, por meio da encarnação do Verbo. O Verbo assume na encarnação os códigos humanos para que se torne possível o encontro com os seres humanos, ou seja, “toma” àquilo que é nosso para nos mostrar como deveríamos ser.

O direito da informação

Dessa forma, a Igreja é chamada a pregar a mensagem de salvação utilizando dos instrumentos de comunicação social, bem como ensinando aos homens a melhor maneira de utilizá-los. O Documento ressalta ainda sobre a responsabilidade dos operadores de tais meios. Visa a mensagem a ser veiculada, e que a responsabilidade de transmitir o bem é de todos (Cf. IM, n. 1466). É de relevância ainda alguns problemas que o documento aponta em relação ao uso dos meios de comunicação paroquial.

Ponderam-se sobre os direitos e deveres. Ressalta o direito da informação, o direito da arte e as normas da lei moral bem como a exposição do mal moral. Evidencia que utilizar de tais ferramentas exige que a comunicação, quanto ao seu objetivo, paute sempre pela verdade, salve a justiça e a caridade. Sendo assim, que seja íntegra observando sempre as leis morais e os legítimos direitos do homem (Cf. IM, n.1468).

Sem dúvida o Inter Mirifica é de grande relevância para a pastoral da Igreja. Sobretudo, para a PASCOM – Pastoral da Comunicação. Tendo presente que a PASCOM é uma pastoral da comunhão que por meio de seus trabalhos deve promover um vinculo de comunicação paroquial entre todas as pastorais. O Documento 75 da CNBB nos orienta sobre a finalidade da PASCOM: “É a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas. Além da organização solidária e do planejamento democrático do uso dos recursos e instrumentos da comunicação”. Pois bem, diante destas diretivas podemos pensar uma formação para os agentes da PASCOM. Com base no documento Inter Mirifica, tendo presente que é um documento importante e que muitos ainda não o conhece.

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Seguem algumas orientações para uma boa reciclagem desta pastoral da comunhão nas diversas dioceses, paróquias e comunidades:
  • Reunir os agentes da PASCOM e fazer uma entrevista para evidenciar o nível de conhecimento sobre a pastoral;
  • Reunir materiais teóricos formativos já utilizados e debater sobre a aplicação dos mesmos. Ressaltando a utilização dos diversos veículos de comunicação: jornais, revistas, rádio, TV e internet;
  • Distinguir no grupo pessoas que são capacitadas com as ferramentas atuais de comunicação. Sendo assim, articule suas funções: fotógrafos, redatores, blogueiros, web designer, locutores, jornalistas, etc;
  • Promover uma formação sobre os Documentos Inter Mirifica estudando cada ponto e ressaltando a iniciativa do Concílio do Vaticano II;
  • Por fim, diante da realidade da diocese, paróquia ou comunidade, articular meios para concretizar com mais afinco a finalidade da PASCOM.

Sabemos que a Igreja, a partir do Concílio do Vaticano II, conseguiu dar passos largos em relação à comunicação. O uso desses meios poderia alcançar grandes areópagos, promovendo com eficácia a evangelização e o anúncio da Boa Nova. De modo geral, o Documento Inter Mirífica comunica conosco e nos orientas à comunicação. Faz com que percorramos um caminho discernido pautado pelos valores cristãos. Sabemos que a Igreja continuará a utilizar-se dos meios de comunicação social, através da via natural do ser humano que existe para dizer e para anunciar ao mundo a Salvação.

Referência
CONCÍLIO DO VATICANO II. Decreto Inter Mirifica. Petrópolis: Vozes, 1991.

Pe. José Ronaldo de Castro Gouvêa, SCJ é Bacharel em Filosofia e Teologia. Atualmente Vigário no Santuário São Judas Tadeu em São Paulo/SP.

Texto escrito por Pe. José Ronaldo e adaptado por Redação Promocat

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