Formação de agentes: preparação para uma ação pastoral

A formação de agentes na ação pastoral

Passou o tempo em que a ação pastoral podia ser feita sem preparação e formação de agentes adequada. Mas, do mesmo modo, não basta saber muito ou ter muitas informações. O que é necessário ser e saber para ser um excelente agente de pastoral? A proposta que passo a apresentar a seguir pode ser vista como um processo de formação continuada – ou um itinerário prático-espiritual – assumida pelo agente de pastoral.

Cultivo de uma espiritualidade Trinitária

Primeiramente, a formação de agentes de pastoral precisa viver a experiência de Deus Trindade. É feliz a proposição da Conferência de Aparecida ao se referir ao agente de pastoral como discípulo missionário. É aquele que vive a experiência do encontro com Deus Filho, em Deus Pai, na unidade do Espírito Santo: põe-se a caminho e torna-se missionário pelo seu testemunho de vida.

Opção

Optar é preferir, escolher. Opta-se por Deus, por um modelo de Igreja, por um modelo de ser humano, por um modelo de sociedade, por uma metodologia de ação evangelizadora.

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Preparação e formação permanente

Ninguém se torna um bom discípulo missionário só com boa vontade. Sendo assim, é necessário preparação, formação. Inclui-se aqui uma boa formação teológico-metodológica, que pode ser buscada na paróquia, na diocese ou em institutos de teologia.

Observação

Orienta-se que cada agente observe as relações que estabeleceu com as outras pessoas. Pode fazer as seguintes perguntas: como agi? Como percebi as outras pessoas e suas práticas? Aconteceu a evangelização? Como e por que percebo que evangelizei ou não? Como e por que percebo que fui ou não evangelizado?

Registro

O registro é como que uma memória da ação realizada. Memória que deverá ser escrita, caso contrário, se dilui na consciência como qualquer outra experiência realizada. O agente fará o registro num momento posterior à ação. Contudo, o registro da observação possibilitará ao agente ter em mãos algo bem concreto para refletir.

Reflexão e oração

A matéria-prima para a reflexão é o registro da prática. A referência para a análise é a vontade do Pai. Por isso, a revisão da prática é um espaço importante de oração. Jesus diz, expressamente, no início de sua missão: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (Jo 4, 34). “(…) desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6, 38).

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Reencaminhamento para a prática

Os três passos anteriores possibilitaram ao agente construir um processo de observação registrada da relação com a comunidade e com o contexto de atuação e, além disso, refletir criteriosamente. O passo do reencaminhamento pretende ser a ponte para uma nova prática. Portanto, é aqui que o agente – ou os agentes – projetam as metas e as atividades seguindo as orientações oriundas da reflexão.

Rodinei Balbinot é Mestre em Educação pela Universidade de Passo Fundo, foi Diretor e Gestor do Instituto de Teologia e Pastoral de Passo Fundo-RS.

Texto escrito por Rodinei e adaptado por Redação Promocat

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