Decisões financeiras de Curto Prazo, Capital de Giro e administração de Ativo Circulantes

Nesse período de pandemia as empresas estão com os olhos voltados para as decisões financeiras de curto prazo, visando garantir o capital de giro e administração de Ativos Circulantes.

Conforme, descreve a contabilidade, do lado do passivo temos todas as origens que resultam em recursos que serão aplicados no ativo.

 

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Quando falamos de recursos, aplicações, logo nos remetemos as grandes corporações, comércios, varejistas e outras atividades econômicas que têm a preocupação de conseguir recursos (origens) para que possam aplicar no seu ativo (aplicações). No entanto para as Instituições sem fins lucrativos também se enquadram nessa posição.

Então vou adentrar às Instituições Religiosas, mais precisamente para a Igreja Católica, no quesito financeiro. Sabemos que muitas Paróquias, Casas Religiosas, necessitam de recursos para sua vida cotidiana, pois sempre utilizam os recursos que originam no passivo, como por exemplo água, telefone, internet, funcionários, encargos etc. Essas origens têm a finalidade de uma aplicação no ativo. Vamos explicar!!!

A utilização da água, telefone, internet, funcionários e outros, são elementos que proporcionam atividades para gerar caixa, trazer recursos para a Instituição. Essa geração de caixa vai aparecer no balanço do lado do ativo como aplicações. Então podemos afirmar que os recursos oriundos do passivo têm a finalidade de manter as aplicações que aparecem no ativo.
A explicação até parece simples, no entanto, na prática, quando nos deparamos com o clima que estamos agora, começa a acender uma luz no sentido de fazer o equilibro dos recursos, a fim de serem capazes de fornecer aplicações para Instituição.

 

OVES-PASTORAIS

 

Quantas Paróquias precisam de atividades além dízimo, para honrar os pagamentos de suas contas, sejam elas energia, água, telefone, internet, funcionários, encargos e outros. A princípio são contas que vencem a curto prazo ou podemos dizer mensalmente.

No entanto, antes da pandemia existiam projetos que eram para ser realizado a longo prazo, como por exemplo reformas, construção, aquisição de bens e outros. Muitas vezes para a realização dos projetos citados, era necessário conseguir recursos, com atividades que envolvia a comunidade local que ajudava com seu trabalho voluntário.

O Gestor da Instituição terá que usar de suas habilidades administrativas, financeiras e econômicas para adaptar sua Instituição a realidade de pandemia. Pois os recursos já eram escassos, agora se torna um grande desafio para consegui-los.

A adaptação da Instituição deve ser de forma uniforme, pois quando não existe uma coesão de todas as partes interessadas, sempre teremos uma lacuna para fechar as contas a cada mês.
Portanto, entender o ciclo de caixa da Instituição é essencial para a administração financeira nesse tempo de pandemia. O ciclo de caixa é a base para as tomadas de decisões financeiras de curto prazo e ao mesmo tempo é a vertente para se pensar e agir na criação de novas maneiras de conseguir capital de giro para conservação dos ativos da Instituição.

Por Renato Camargo de Mendonça

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