Controle os recursos financeiros de sua instituição

Observe as regras administrativas para o controle dos recursos financeiros de sua instituição

Os recursos financeiros que mantém a Igreja Católica são fruto de arrecadações voluntárias. Elas são estimuladas por objetivos que favorecem a manutenção do espaço religioso. Garantem o atendimento espiritual e humano às pessoas que a procuram diariamente. A necessidade de escriturar as entradas e saídas para prestação de contas, favorece o uso racional dos recursos. Além disso, garante que a instituição não se desvie de sua função básica que é expressa no cadastro nacional de pessoa jurídica. A necessidade de atender aos questionamentos da Receita Federal e justificar as movimentações financeiras, favorece a reflexão sobre os motivos e as metas de angariação de fundos necessários para a auto manutenção da Igreja Católica.

Com o advento de várias ferramentas de controle financeiro, fruto das vantagens advindas do desenvolvimento do mundo digital, fica cada vez mais fácil controlar os fluxos dos números financeiros. Este ganho proporciona uma gama de meios para verificar a autenticidade das fontes de recursos. A Igreja Católica tem se favorecido. Contudo, à medida que os registros financeiros ficam mais transparentes, a confiança na instituição tende a aumentar.

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Controle Financeiro

A consequência do aumento da exigência com relação ao controle financeiro é o elevado tempo dedicado pelo ministro responsável pela paróquia. Ele monitora as entradas e saídas de recursos. O tempo dedicado acaba não sendo necessário para agir com eficiência nos controles necessários para preparar a prestação de contas. Sendo assim, necessariamente, precisa atender a quesitos cada vez mais específicos e detalhados. Para resolver esta situação, fica evidente a utilização de suporte especializado. Contudo, em muitas realidades, o custo deste aporte profissional pode direcionar recursos que seriam elementares para o atendimento religioso com qualidade. Equacionar a conta do tempo dedicado à administração dos recursos financeiros e o atendimentos as questões pastorais, é o grande desafio de um bom gestor religioso.

Dessa forma, quanto mais o responsável tiver oportunidade para adquirir os conceitos necessários para a tomada de decisão, tanto mais se tornará eficiente no processo de controle que atenda às exigências jurídicas da prestação de contas. O controle do fluxo de recursos é essencial para o administrador e, por isso, o gestor religioso não pode abster-se desta responsabilidade, pois ele é o último na escala de responsabilidade.

Realidade Financeira

Um ganho facilmente verificável é a conquista da familiaridade com os procedimentos de demonstrações financeiras. Na proporção que os gestores religiosos tomam consciência da necessidade de adquirir os conhecimentos básicos das questões que envolvam a realidade financeira, a gestão dos recursos se torna mais racional e de fácil leitura pelos profissionais ligados à área.

Os conceitos de gestão financeira precisam fazer parte do corriqueiro das atividades da Igreja Católica e mediante cobranças cada vez mais sérias, essa assimilação tende a aumentar. A melhora do controle financeiro é visível em dioceses que procuram aplicar os conceitos, e o primeiro ganho é percebido pela diminuição dos trabalhos em festas para angariação de fundos. Em comunidades religiosas com maior poder aquisitivo, os recursos financeiros são mais fáceis de ser angariados e, por isso, os procedimentos de gestão financeira estimulam a credibilidade dos fiéis. Em contrapartida, em comunidades religiosas com menor poder aquisitivo, os recursos financeiros são mais difíceis de ser angariados e, dessa forma, os procedimentos de gestão financeira proporcionam o milagre da partilha que faz do pouco a possibilidade de fazer muito.

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Suporte para Recursos Financeiros

A inserção dos elementos de gestão financeira pode gerar certa cultura monetária no campo da atividade religiosa. Esse perigo pode rondar a Igreja Católica, à medida que seus ministros ordenados direcionam seus objetivos pastorais somente na busca de resultados financeiros. Dessa forma, é muito importante que a gestão financeira seja vista como um meio para dar suporte à atividade pastoral. Ou seja, que os recursos angariados sejam os necessários para que as atividades pastorais possam ser efetivadas. A busca irracional por aporte financeiro pode descaracterizar a atividade religiosa. Assim, a eficiência da gestão se dará somente para constituir caixa para a entidade religiosa.

A Igreja Católica não está imune a essa situação. Com isso, é fundamental que se tenha bem claro o papel que os recursos financeiros ocupam na vida da Igreja. Eles não podem ser desprezados e nem supervalorizados. O próprio Jesus disse que a maturidade na gestão dos bens financeiros é dar a cada um aquilo que lhe é devido.

Pode-se considerar também como um ganho o fato de que existe um forte movimento dentro da Igreja Católica para melhorar sua gestão financeira. A cultura da otimização de custos tem modificado a maneira como as comunidades gerenciam os recursos financeiros. A partir da perspectiva de que se pode fazer mais com menos recursos, contribui-se para a constituição da cultura da eficiência administrativa voltada para os resultados. O ganho se dará na qualidade e na intensidade com que os retornos acontecerão no processo de implementação dos objetivos pastorais da atualidade.

3 momentos para se desenvolver e ampliar os recursos:

1º. Busca pelos resultados com baixos custos;
2º. Senso comunitário de maior responsabilidade quanto aos recursos advindos dos eventos realizados na comunidade;
3º. Dízimo ofertado durante o mês.

O despertar para o bom aproveitamento racional dos recursos financeiros também parte da necessidade de responder ao compromisso de pobreza assumido pela Igreja Católica. Ou seja, de ser solidária com os que passam por necessidades financeiras, as pessoas que somam seus centavos para conseguir dar conta de sua vida.

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A necessidade dos recursos financeiros

Nesse sentido, todo gestor religioso precisa verificar se seus gastos perpassam ou atingem os critérios de propagação da fé e o crescimento social. Os exageros acabam desfavorecendo o testemunho e distanciando as pessoas da mensagem evangélica. Jesus Cristo constatou a necessidade dos recursos financeiros, sendo evidente que seu grupo detinha uma bolsa. Contudo, foi categórico em apresentar o dinheiro não como fim, mas como meio. A assistência social também deve ser vista não como assistencialismo, mas como uma forma de retornar à comunidade.

Dessa forma,  os ganhos se tornam sensíveis nos resultados pastorais da Igreja Católica. À luz do Código de Direito Canônico, toda entidade religiosa precisa elaborar um orçamento que compreende elementos próprios. Essa sistemática favorece a compreensão. A elaboração de um orçamento é uma peça fundamental para o êxito de uma atividade planejada. Esses ganhos são compartilhados com toda a instituição religiosa. As ações favorecem o fortalecimento da credibilidade das pessoas quanto ao uso dos recursos financeiros.

Conclusão

Cada vez mais as paróquias com suas comunidades, geridas pelos conselhos econômicos, preparam suas ações orçando seus gastos. Isso advém do fato de que os recursos nem sempre são os suficientes para os projetos elaborados. Sejam eles de reforma ou de ampliação de uma atividade da comunidade. Há surgimento qualitativo e participativo, nos diversos conselhos, de pessoas que têm certo grau de conhecimento da área financeira. Isso fortalece a estrutura administrativa da Igreja, pois, ela se constitui de maneira descentralizada quanto à gestão dos recursos financeiros.

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Pe. Daniel Aparecido de Campos, SCJ é Sacerdote Religioso da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Especialista em Direito e Gestão Educacional (MBA) pela Escola Paulista de Direito – EPD. Graduado em Administração na Universidade de Taubaté – UNITAU.

Texto escrito por Pe. Daniel, SCJ e adaptado por Redação Promocat

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