Compreenda a grandeza do dízimo por meio da História

A grandeza do dízimo vai além de doar um valor à comunidade

O termo dízimo significa a décima parte, em Hebraico era ma’aser e no grego dekate, ou como era mais usual: apodekato, ou seja, dar a décima parte. O termo dízimo vem do latim, decimus, que significa igualmente a décima parte de um todo. Mas a prática de entregar, doar, pagar, devolver passou por várias mudanças ao longo dos tempos, adaptando-se às realidades e ampliando seu significado espiritual. Vejamos:

Paganismo

A prática de dizimar aos deuses já era vivenciada pelos acádios e pelos sumérios na mesopotâmia e também por outras culturas. Contudo, tinham como motivação – aplacar a fúria dos deuses. Uma espécie de rito que visava garantir sucesso nas colheitas, boa chuva, terra fértil e assim por diante.

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Patriarcas

Encontramos referência ao dízimo no livro do Gênesis (Gn 14,20). Abraão entrega a décima parte de tudo o que conquistou na guerra contra Codorlaomor e seus reis aliados, a Melquisedec (Hb 7, 1-3). Sua motivação, porém, foi outra – reconhecimento – gratidão e fé. Reconhecia o senhorio de um único Deus. Era grato por este Deus ter agido em seu favor. Fé de que este Deus o estava conduzindo à terra prometida. Uma espiritualidade nova e inovadora, que norteou a prática do dízimo na vida de seus descentes. Isaac e Jacó, esse último, ofereceu seus dízimos após longa jornada, e o faz com sua produção de animais.

Leis de Moisés

Teremos depois, longo período sem que haja qualquer relato sobre os a grandeza do dízimo: o período do cativeiro no Egito. Será na reorganização do povo e sua libertação que, nas leis de Moisés, de modo abundante, encontraremos a grandeza do dízimo sendo regulamentada e transformada em lei. A partir de então, os dízimos passam a ter finalidade própria. Serão entregues aos sacerdotes para seu sustento e administração, atendendo também aos órfãos, viúvas e estrangeiros.

A História relata que as contribuições sofreram alterações à medida da necessidade do povo. Quando escolheram ter um rei, as contribuições que outrora iam apenas aos levitas, passaram a custear também as necessidades do reino. Quando mais tarde Salomão vai construir o Templo de Jerusalém, as contribuições foram elevadas. O dízimo tornou-se lei obrigatória entre os judeus e infringir essa lei podia causar duras penas.

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Primeiras comunidades cristãs

O cristianismo, tendo suas bases transformadas por Jesus, com sua mensagem impactante de amor, viveu a experiência da partilha plena. Eles colocavam tudo em comum. Sendo assim, estudiosos mostram que a motivação dos primeiros cristãos podia ser a de que aguardavam a vinda de Jesus para uma brevidade que não aconteceu. Contudo, notamos uma releitura sobre as ajudas à Igreja por meio de São Paulo na Segunda Carta aos Coríntios nos capítulos 8 e 9.

Atualmente, quando analisamos a História, notamos que um dos aspectos que favoreceu o crescimento das primeiras comunidades, que eram duramente perseguidas pelo Império Romano, era a independência econômica advinda do caixa das doações. Portanto, não podemos esquecer que a séria evangelização e testemunho dos apóstolos, além das reuniões para a fração do pão foram essenciais para esse crescimento. Catequese – Liturgia e Dízimos.

Aristides Luis Madureira é Leigo Missionário trabalhando na Pastoral do Dízimo no Brasil. Autor de várias obras sobre o dízimo. São elas: Novena do dizimista, Dízimo e as obras de misericórdia, todos pela Editora A Partilha.
Site: www.editoraapartilha.com.br
Contato: aristides@editoraapartilha.com.br

Texto escrito por Aristides e adaptado por Redação Promocat

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