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Comissão para a Liturgia divulga carta sobre Comunhão às pessoas celíacas

Levando em consideração a condição crônica na qual se encontram cristãos católicos permanentemente intolerantes ao glúten em sua alimentação, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou uma carta na qual orienta os bispos, sacerdotes, diáconos e a todo o Povo de Deus sobre o uso do pão e o vinho para a Comunhão Eucarística.

Em carta, o Bispo de Paranaguá (RS) informa que os fiéis que possuírem extrema intolerância ao glúten, de tal forma que até mesmo uma pouca quantidade é capaz de causar-lhes graves sequelas, podem comungar apenas sob a espécie do vinho.

A Comissão orienta a pessoa celíaca para que adquira um pequeno cálice, exclusivo, próprio para uso litúrgico e apresente sua situação ao sacerdote. Com esse ato, o sacerdote que, ao presidir a Celebração, colocará o cálice sobre o altar para que o vinha seja consagrado na Missa.

No texto, a Comissão dá importância para que os bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística deem à doença e aos cuidados que ela exige, a atenção para que o cálice para o uso do celíaco não tenha contato com partículas com glúten ou materiais que possam ter tido esse tipo de contato, a fim de garantir a comunhão eucarística segura dessas pessoas. Ainda na ocasião, a Comissão orienta os sacerdotes para que sequer realizem no cálice o rito da immixtio, isto é, o gesto no qual se coloca uma fração da hóstia no cálice.

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Condição autoimune

A doença celíaca é uma condição autoimune, desencadeada pelo consumo do glúten presente no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e em todos os derivados destes cereais. Ela pode se manifestar em qualquer fase da vida, afetando todo o corpo e, se não tratada, pode trazer consequências graves para a saúde das pessoas celíacas. Há formas dessa doença em que a pessoa é afetada até mesmo pela presença de traços de glúten ou até pelo simples contato com ele. Segundo as estatísticas, a cada 400 pessoas, uma é celíaca.

Confira a carta na íntegra

 

Orientações da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB sobre a Comunhão Eucarística dos Celíacos

Segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil, a doença celíaca “é uma doença autoimune, que afeta o intestino delgado interferindo diretamente na absorção de nutrientes essenciais ao organismo como carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água. Caracteriza-se pela intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. O único tratamento é a dieta isenta de glúten por toda a vida” (http://www.fenacelbra.com.br/fenacelbra/; acesso realizado em 16/09/2019).

Desta forma, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, levando em consideração tal condição crônica na qual se encontram fieis cristãos católicos permanentemente intolerantes ao glúten em sua alimentação, deseja recordar aos bispos, sacerdotes, diáconos e a todo o Povo de Deus o que se segue.

Os fiéis que tiverem extrema intolerância ao glúten, de tal forma que até mesmo uma ínfima quantidade é capaz de causar-lhes graves sequelas, pode comungar apenas sob a espécie do vinho: “O fiel que sofre de fluxo celíaco de sorte a ficar impedido de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, pode comungar somente sob a espécie do vinho.” – (Congregação para a Doutrina da Fé, 24 de julho de 2003).

Nesse caso, o celíaco deve adquirir um pequeno cálice exclusivo, próprio para uso litúrgico e apresentar sua situação ao sacerdote que, ao presidir a missa esse colocará o referido cálice sobre o altar para que o vinho seja consagrado naquela mesma celebração eucarística.

É importante que bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística tenham conhecimento a respeito desta doença e tomem consciência dos cuidados que ela exige, entre esses a atenção para que o cálice para o uso do celíaco não tenha contato com partículas com glúten ou materiais que possam ter tido contato com glutén, a fim de garantir a comunhão eucarística segura das pessoas celíacas. Aos sacerdotes cabe ainda recordar que sequer se realize no cálice em questão o rito da immixtio, isto é, o gesto realizado pelo sacerdote no qual coloca uma fração da hóstia no cálice.

Desejamos com isso favorecer aquilo que nos recorda o Papa Francisco em seu discurso de 11 de junho de 2016: “a comunidade cristã está chamada a trabalhar para que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos”.

 

Dom Edmar Peron Bispo de Paranaguá – PR
Presidente da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB

Com informações de CNBB

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