Assessore boas notícias em sua comunicação paroquial

Tenha como meta um trabalho específico e criativo de assessoria na comunicação paroquial

A comunicação paroquial precisa de um trabalho árduo em assessoria e criatividade. A palavra pastoral evoca a palavra Pastor. Ela nos remete aos tempos em que os pastores nômades cuidavam de suas ovelhas. Eles procuravam pastagens novas, água abundante, livrava-as do perigo… e também nos remete ao pastor por excelência, que é o comunicador perfeito – Jesus Cristo.

A palavra comunicação (do latim communicare) invoca ao significado de partilhar, de participação, interação, troca de mensagens… remete-nos à necessidade de levar a ‘Boa Nova do Reino de Deus’ anunciada por Jesus Cristo a todas as pessoas.

Portanto, a Pastoral da Comunicação é uma pastoral de integração. Além disso, de articulação entre as outras pastorais, entre a mensagem da Igreja (enquanto instituição) e seus membros, estendendo-se aos cristãos de outras denominações e aos não cristãos. É a Pastoral que deve ocupar-se em anunciar a Boa Nova sob a luz do comunicador perfeito – Jesus Cristo.

A Pastoral da Comunicação não é apenas uma equipe que faz o informativo ou uma ou duas pessoas que tomam conta (mandam) no site, no mural, etc. A Pastoral da Comunicação deve vencer esse reducionismo. Sendo assim, deve tornar verdadeiramente a pastoral do serviço, assessorando todas as outras pastorais. Contudo, ela não anuncia a si mesma, os seus feitos, mas o que está acontecendo na Igreja, nas outras pastorais, movimentos e ministérios e, sobretudo, anuncia junto com a Igreja a Boa Nova. Ajuda as pessoas a ter senso crítico e uma fé comprometida.

Leia também:
Aplique técnicas de comunicação em sua gestão paroquial

Quem?

A missão de comunicar a boa nova do reino é de todos: papa, bispos, padres, religiosos (as) leigos… Portanto toda pessoa vocacionada à comunicação, ou seja, que é comunicadora, pode participar. Sem que com isso deixe de levar em consideração o profissionalismo necessário e responsável. É recomendável que se tenha pessoas ligadas à comunicação: jornalistas, relações públicas, publicitários, diagramadores, entre outros profissionais. Professores de língua portuguesa, pessoas ligadas a pastorais e movimentos, o pároco… e, sobretudo, que estas pessoas tragam nas veias o “bichinho da comunicação”, é irresistível, você não consegue ficar sem fazer comunicação, se você tem, sabe do que estou falando.

Quando?

Agora! O tempo urge. As pessoas estão com sede de mensagens que falam de esperança. Que fale de um Deus amor, de um Deus ternura, de um Deus que é capaz de morrer numa cruz comunicando o seu grande amor pela humanidade – “pai perdoem, eles não sabem o que fazem”, “mãe eis o teu filho, filho eis tua mãe”… de um Deus que comunica o seu amor se doando inteiramente na eucaristia, na palavra anunciada. Portanto, o tempo de levar a boa nova a todos os povos é o hoje da nossa história. Do chão da nossa terra sedenta da água que brota da comunicação do amor de Deus por toda a humanidade, desde a criação até os fins dos tempos.

Como?

Encorajando-se, não se acovardando, unindo-se a pessoas que tem sede de comunicar a mensagem de salvação. O início talvez assuste um pouco. Entretanto, uma reunião aqui, um mural, daí um pouco um informativo, um programa de rádio, de TV, site, facebook… sem perder de vista o exemplo de verdadeira comunidade: a Santíssima Trindade. Toda pastoral deve existir para somar forças. Portanto, a Pastoral da Comunicação deve ser aquela que está à disposição de todas as outras pastorais, servindo de suporte nas mais variadas atividades que necessitem de comunicação.

Onde?

Em todas as paróquias. Esta era meta dos bispos do Brasil em 1997 – até o ano 2000 todas as paróquias deveriam ter a pastoral da comunicação. Estamos no ano 2015 e a meta está longe de ser alcançada.

Por quê?

“Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28, 19-20).

Ser discípulo-missionário de Jesus Cristo não deve ser expressão que de tanto usar torna-se desgastada. Pelo contrário, de tanto usar deve fazer parte do nosso ser, da nossa existência. Fundamentar a Pastoral da Comunicação no pedido de Jesus de Nazaré “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).

Fortalecer a Pastoral da Comunicação fortalecendo os seus membros numa espiritualidade que comunica o amor de Deus pela humanidade. Além disso, que denuncia, que exprime a opção preferencial pelos pobres. Opção que é fundamentada no Evangelho e nas diretrizes e documentos da Igreja.

Somente no seguimento de Jesus, o comunicador perfeito, aquele que comunicou o amor do Deus Trinitário pela humanidade conseguiremos ser verdadeiramente uma Pastoral da Comunicação eficiente e efetiva.

Leia também:
O trabalho de comunicação nos momentos celebrativos da paróquia

Reflita!

Termino esta reflexão com a mensagem da 2ª carta aos Coríntios 3, 1 – 6, com a qual acredito estar à espiritualidade necessária para o encorajamento do comunicador da Pastoral da Comunicação:

“Começaremos de novo a nos recomendar? Ou será que, como alguns, precisamos de cartas de recomendação para vós ou da vossa parte? Nossa carta sois vós, carta escrita em vossos corações, reconhecida e lida por todos os homens. Evidentemente, sois uma carta de Cristo. Entregue ao nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, nos corações!

Tal é a certeza que temos, graças a Cristo, diante de Deus. Não como se fôssemos dotados de capacidade que pudéssemos atribuir a nós mesmos, mas é de Deus que vem a capacidade. Foi ele quem nos tornou aptos para sermos ministros de uma Aliança nova. Não da letra, e sim do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida”.

Boa comunicação paroquial a todos!

Pe. Gladstone Miguel da Fonseca é Comunicador Social com habilitação em Jornalismo. Cursou Licenciatura em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa com especialização em Teoria da Literatura e Linguística. Atualmente é pároco na Paróquia São José, São Sebastião do Paraíso/MG.

Texto escrito por Pe. Gladstone e adaptado por Redação Promocat

©[2019] Portal Paróquias - Todos os direitos reservados a Promocat Marketing Integrado

CONTATO

Não há nenhum operador online, mas você pode nos enviar um e-mail e retornaremos o mais breve possível.

Enviando
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Create Account