Floresça novas vocações por meio de reflexões

Novas Vocações para a Igreja

A reflexão sobre o que é “chamado de Deus” é um desafio para a Pastoral Vocacional. Afinal, quem ouve a Voz, é convidado a inclinar “o ouvido do seu coração” (Prólogo da Regra de São Bento) e prestar atenção ao que lhe é dito. Em latim o termo “voz” é vox e vem do verbo vocare que significa chamar. A “voz”, nessa perspectiva, é sempre de quem chama. Nesse diálogo, quando se escuta a voz de quem ouve, é sinal de que o ouvinte está falando junto, o que lhe atrapalha muito prestar atenção. A Pastoral Vocacional, portanto, pode ajudar muito a nos dedicarmos à voz de Deus e a acolher novas vocações.

Por outro lado, um aspecto importante é refletir sobre “quem Deus chama?” Se não for assim, podemos não nos incluir na resposta ou não prestar atenção a um aspecto fundamental da Vocação: tanto quem chama como quem é chamado são pessoas livres. A tensão entre duas pessoas livres é canal de amor, por vezes inclusive única demonstração possível de verdadeiro amor. O amante supõe seu amado livre e o deseja assim porque o ama.

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A vocação para Santo Inácio de Antioquia

Santo Inácio Mártir (bispo de Antioquia, séc. II d.C.) partilha o resultado de sua intensa experiência vocacional-amorosa: “Que nada visível ou invisível me impeça de encontrar Jesus Cristo. Fogo e cruz (….) venham sobre mim, contanto que encontre a Jesus Cristo.” (Carta aos romanos, cap. 5). Quem ama intensamente, não tem olhos para mais nada. Assim refletia há algumas semanas o Superior Geral dos frades inacianos numa conferência sobre as novas vocações.

Pois bem, para se fazer ouvir, a Voz do Amor se vale de várias mediações: família, testemunhos, exemplos, sensações, tristezas, alegrias. A Pastoral Vocacional esforça-se na reflexão ou na acolhida simples dessas mediações para que as pessoas ouçam a Voz.

Hoje as exigências são grandes. É preciso ajudar os jovens a perceber a multiplicidade de propostas que a Voz do Amor faz.

6 questões reflexivas para auxiliá-lo nos encontros vocacionais

  1. O que um jovem pensa hoje sobre “ser marido ou esposa” de alguém?
  2. É estranho querer permanecer solteiro hoje?
  3. O que um jovem tem que abandonar hoje para ser padre?
  4. Que trabalhos uma freira pode realizar hoje?
  5. O que é um frade?
  6. Os casais, os leigos missionários, os jovens inseridos, os operários, todos esses podem também se consagrar?

Sem dúvida, as perguntas hoje aumentaram e são muito mais complexas do que há quinze anos. Mas também as respostas que o Espírito de Deus suscita no seio da Igreja são mais numerosas e multiformes.

A Pastoral da “Voz Amorosa” se vê então desafiada e motivada na escuta e nas respostas generosas ao chamado do Senhor, seja em que direção forem os passos de quem responde. Por outro lado, os agentes dessa Pastoral têm que ir lá onde se ouviu a voz para cooperar com o ouvinte no seu discernimento. Palpites podem ser prejudiciais. É preciso colocar-se junto da vocacionada e do vocacionado, ajudando-o a ouvir melhor.

É certo que nem todos têm disponibilidade ou são capazes de colaborar como agentes da Pastoral Vocacional. Mas, ouvir a Voz do Senhor é algo inerente à missão de seguir Jesus Cristo. Quem quer ser feliz, precisa ouvir essa Voz e ser porta-voz dela. Motivemos nossos jovens de que não é preciso ter medo de perder nada, mas estejamos dispostos a um encontro intenso de amor que vai plenificar a vida.

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Frei Guilherme Pereira Anselmo Junior, SIA é Missionário Inaciano da Congregação Missionária de Santo Inácio de Antioquia, é Coordenador da Pastoral Carcerária da Região Episcopal Santana.

Texto escrito por Frei Guilherme e adaptado por Redação Promocat

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