As lições de um monge sobre a liderança

Lições de um monge

Nesse artigo, você confere as lições de um monge Beneditino sobre a liderança. Lançado pela Editora Vozes, o livro A Sabedoria dos Monges na Arte de Liderar Pessoas, do beneditino alemão Anselm Grün trata o tema com espiritualidade. Apesar de nunca ter trabalhado em uma grande empresa, nem tampouco ganhar a vida como guru consultor, Anselm vem de uma organização que é referência no assunto.

O ensinamento de São Bento criou, desde a Idade Média, um modelo de trabalho que influenciou no desenvolvimento da Europa. Primeiramente, a empresa DaimlerChrysler, fabricante de automóveis, buscou pelas orientações do monge na Abadia de Münsterschwarzach, na Alemanha. Anselm lidera há mais de 20 anos, 300 monges. Aqui no Brasil Anselm concedeu entrevista à VOCÊ S/A, uma revista voltada à carreira de executivos, onde falou sobre os desafios de liderar equipes e da busca por sentido no trabalho.

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Confira algumas lições dadas por ele em seu livro:

  1. O mais importante é que o líder se conheça e esteja em paz consigo. Claro que ele pode ter fraquezas, todo mundo tem. O difícil é quando ele joga suas vulnerabilidades nos outros.
  2. Para o liderado tenho duas coisas a dizer: não projete os seus problemas sobre o dirigente e assuma a co-responsabilidade, a sua parte nos problemas do trabalho.
  3. Um líder só muda quando ele está aberto e não se encapsula, de forma neurótica, na sua posição de poder. Quando se sente ameaçado, ele se coloca na trincheira para manter sua posição e fica difícil fazer com que ele se transforme.
  4. O líder só tem o poder que o liderado atribui a ele. Se eu aceito ter um mau líder é porque permito isso. O liderado deve obedecer, mas isso não significa aceitar calado. As pessoas devem manifestar suas opiniões, ter espaço para isso. Entretanto, é uma obrigação do liderado dizer o que pensa quando achar que a decisão do líder não é boa.

Qual sua função?

  1. Primeiramente, é função do líder fazer com que os funcionários se sintam à vontade. E também decidir o que fazer com quem chegou ao limite e não quer mais participar.
  2. Os limites do líder que serve, às vezes, são as instâncias superiores. Outras, a resistência dos funcionários. O desafio é descobrir os motivos que estão por trás da resistência, para tornar o clima melhor. Portanto, ele precisa equilibrar os limites do outro e os seus próprios.
  3. Três coisas importantes sobre o legado de São Bento: a ideia de que o ser humano continua no centro, a valorização das pessoas e o desafio de encontrar a proporção correta e sadia das coisas no trabalho. Contudo, isso significa equilíbrio para que as pessoas não sejam extrapoladas, para que não se estressem demais e aos funcionários, pedindo mais do que podem dar.
  4. Liderar pessoas exige uma energia espiritual imensa e é da oração você sempre pode tirar inspiração. Ao orar, você entra em outra dimensão, em contato consigo mesmo. É um bom meio para transformar e depurar impressões e sentimentos negativos gerados por conflitos no trabalho, como decepção e raiva, que deixam a vida amarga e um clima carregado no ambiente de trabalho.
  5. Orar, trabalhar e buscar equilíbrio na vida – a vida é feita do equilíbrio entre todas essas coisas.

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Por Redação Promocat

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