Aprofunde as ações contábeis observando algumas práticas administrativas essenciais

As ações contábeis e as práticas administrativas

Cada dia mais as ações contábeis vêm se refletindo na administração, seja ela do setor empresarial, como o segundo setor, pois reflete na gerência administrativa, financeira e organizacional empresarial.

Com vistas às normas internacionais regulamentadas pelo próprio CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e às normas internacionais das IRFS, cada dia mais a contabilidade vem se destacando para os órgãos externos, sob o olhar da fiscalização da própria Receita Federal do Brasil que vem investindo neste sentido para frear as sonegações fiscais.

Nesse horizonte, o profissional contábil terá maior destaque frente às empresas. A partir deste momento, deixará de ser um simples realizador de lançamentos contábeis e passará junto com a administração ser o grande gestor financeiro, além de tornar-se de grande valia o seu relacionamento com a empresa, principalmente assessorando o terceiro gestor, que é carente deste trabalho.

O ato de gerir pode ser entendido como um conjunto de atividades capazes de conduzir a organização ao cumprimento da sua missão. Para Chiavenato (1994, p.3), gerir é “interpretar os objetivos propostos pela empresa/instituição e transformá-los em ação empresarial por meio de planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis, a fim de atingir tais objetivos”.

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A ética na gestão

Algumas ações contábeis e implicações para que a prática da administração seja eficiente, tornando-a transparente para o usuário interno, bem como aos externos, visando assim à globalização das informações, podemos analisar que as demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo como finalidades distintas dos fins para as quais foram determinadas.

Tanto o gestor como o administrador devem ser éticos, responsáveis e conscientes tornando as organizações autossustentáveis e, com isso, gerar e aumentar os seus rendimentos e se desenvolverem sem perder o foco e o espaço no mercado. Isso porque os usuários estão cada vez mais exigentes e preocupados em adquirir produtos e serviços que não agridam o meio ambiente e que são oferecidos por organizações que buscam não apenas a melhoria da qualidade de vida da sociedade, mas que também tenham um comportamento ético com seus colaboradores e, principalmente, com responsabilidade social.

Diante deste aspecto, as empresas do terceiro setor, além da aplicação da ética como parte fundamental de sua gestão, a sua transparência deverá refletir principalmente na contabilidade, com a apresentação dos relatórios e demonstrações contábeis destinados a auditorias interna e externa, aos seus colaboradores e parceiros.

Elementos Impactantes

Com base nesse tripé, as empresas devem direcionar as suas decisões. Ou seja, a ética nos negócios ocorre quando as decisões de interesse da empresa também respeitam os direitos, os valores e os interesses relacionados aos impactos gerados por ela, seja na sociedade, no meio ambiente ou no futuro da própria organização.

A divulgação do Relatório de Responsabilidade Social e do Balanço Social é opcional e depende do interesse de cada organização, no sentido de ser ética, transparente e responsável. Assim, não existe um modelo único. Cada organização utiliza um modelo que acredita ser o mais próximo de seus interesses e de sua realidade. Pode utilizar-se de modelos como os indicados pelo IBASE, pelo Instituto Ethos, pela Lei 11.440/00 RS, pela NBC T15, e em nível internacional pela Global Reporting Initiative – GRI, abordados na sequência. Os diversos modelos podem ser acessados no site Balanço Sociais, pelo link: www.balancosocial.org.br.

As demonstrações contábeis e financeiras são parte integrante das informações divulgadas por uma entidade. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui, normalmente, o balanço patrimonial, a demonstração do resultado, a demonstração das mutações na posição financeira (demonstração dos fluxos de caixa, de origens e aplicações de recursos ou alternativos reconhecidos e aceitáveis), a demonstração das mutações do patrimônio líquido, notas explicativas e outras demonstrações e material explicativo que são parte integrante dessas demonstrações contábeis. Podem também incluir quadros e informações suplementares baseados ou originados de demonstrações contábeis que se espera serem lidos em conjunto com tais demonstrações de fácil entendimento e análise.

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3 indicações indispensáveis para uma boa administração:
  1. A administração da entidade tem a responsabilidade primária pela preparação e apresentação das suas demonstrações contábeis.
  2. Está interessada nas informações contidas nas demonstrações contábeis. Embora tenha acesso a informações adicionais que contribuem para o desempenho das suas responsabilidades de planejamento, tomada de decisões e controle.
  3. A administração deve ter o poder de estabelecer a forma e o conteúdo de tais informações adicionais a fim de atender às suas próprias necessidades.

A responsabilidade social da administração deve estar pautada na ética e na transparência na gestão dos negócios. Apontam que uma organização deve ter seus resultados mensurados em três esferas inseparáveis – a econômica, a social e a ambiental.

Para motivar um aprofundamento nas atividades cotidianas é necessário que o colaborador tenha em mente a percepção do seu autoconceito (cada indivíduo sabe sobre si através da experiência, reflexão e feedback do ambiente social (McDavid, 1990) e da sua auto-estima (que engloba aspectos da autopercepção que se referem ao grau em que alguém gosta ou não gosta dos conteúdos que percebe em si próprio).

Quanto ao cargo de secretaria, por ser o(a) anfitrião(ã) do escritório da empresa, os atributos mais importantes para quem ocupa essa posição são a diplomacia, o equilíbrio e a compostura. Tais atributos são necessários a fim de tentar evitar os incidentes inesperados que podem destruir a rotina de um escritório.

O secretário de uma organização é considerado um elo fundamental na cadeia da direção da instituição/empresa e todo o corpo de colaboradores. Com isso, torna uma profissão competitiva. O que exigirá deste discrição, diplomacia e, ainda mais, ter bom senso no exercício da atividade que exerce, tornando suas funções muitos parecidas com do administrador, ou seja, terá de planejar, organizar, comandar e, além de tudo, controlar as ações da diretoria.

Características e habilidades

Hoje as empresas e instituições não têm conhecimento das habilidades secretariais que são necessárias na diretoria de uma organização. A maior parte dos problemas deve ser filtrada e onde deverão cumprir-se alguns itens importantes no desenvolvimento como:

  1. A aparência de um (a) secretário (a) espelha a imagem de toda empresa, na medida em que ele (a) é o “cartão de visitas” da instituição e, dessa forma, o (a) ocupante desse cargo deve possuir uma aparência sóbria (discreta), que não comprometa a imagem de sua organização.
  2. Um (a) secretário (a) deve ter iniciativa própria, estar sempre atento (a) e deve ouvir as outras pessoas com atenção. Suas tarefas devem ser terminadas ao tempo e à hora, uma vez que esse cargo exige alto padrão de desempenho de suas tarefas.
  3. O (a) secretário (a) deve ser leal e discrição. Não deve por isso, fazer qualquer tipo de comentário em público sobre seu superior e muito menos expô-lo ao ridículo. O (a) secretário (a) tem acesso a documentos confidenciais de seu chefe e também de toda organização. Por isso: jamais deverá revelar segredos comerciais e institucionais. Mesmo quando deixar a organização, principalmente deverá saber qual é o limite de sua autoridade, não deve comentar nem especular sobre um assunto que lhe foi informado.

Portanto, as técnicas administrativas ligadas à contabilidade influencia na capacitação do profissional que atua na secretaria paroquial. Deve-se guiar pelas técnicas gerenciais, liderança, comunicação, planejamento e tomadas de decisão junto ao superior, que na casa da gestão paroquial, o pároco.

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Dorival Venciguera é Bacharel em Ciências Contábeis. Pós-Graduado em Controladoria e Gestão Empresarial. Auditor e Perito Judicial das Comarcas de Marília, Pompéia e Garça/SP. Professor Especialista do Curso Pós-Graduação em “Gestão Paroquial” no IFITEG, Goiânia/GO. Membro Colaborador do DENOR-CMB-SSVP e Diretor de DV – Assessoria Contábil, Marília/SP.

Site: www.dvassessoria.com
Contato: dorival@dvassessoria.comE

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