Aprimore o seu crescimento pessoal e profissional

Valorize e aprimore o que é mais fundamental para o seu crescimento pessoal e profissional

Valorizar as particularidades de cada pessoa, seus dons e talentos, consiste em um procedimento fundamental para qualquer gestor de pessoas e para o crescimento pessoal e profissional. Toda pessoa tem qualidades que, se lapidadas, trabalhadas, poderão contribuir, e muito, para o bem comum da paróquia. À vista disso, quero destacar aqui a importância de o gestor, pároco, estar atento às necessidades pessoais dos secretários e secretárias.

Nesse sentido, lembro a hierarquia das necessidades de Abraham H. Maslow. No mundo corporativo, do qual faz parte a paróquia como empresa do Terceiro Setor, não se pode descuidar dessas necessidades, dentre elas as necessidades primárias (fisiológicas e de segurança) que, se não estiverem plenamente satisfeitas, interferirão na qualidade do trabalho a ser desenvolvido no expediente paroquial. Mas além dessas, há também as demais necessidades, como, por exemplo, de relacionamento, de estima e de realização pessoal.

O bom secretário (a) precisa pensar em cada uma delas também na hora de gerir suas atribuições, pois esse dado é fundamental para uma boa gestão. Já vi pároco que não lembra ou não dá importância, nem ao dia da secretária/o, quanto mais à hierarquia de necessidades delas. Então fica difícil fazer uma boa gestão de pessoas se isso não for levando em consideração. Quando há insatisfação pessoal, o resultado do trabalho também não será satisfatório. Não adianta cobrar das/os secretárias (os) eficiência e amor ao trabalho se elas/es estão com problemas de saúde; se não se sentem seguras; se tem problemas familiares ou de relacionamento com as pessoas; se estão com a auto estima em baixa; se não se sentem realizadas no trabalho ou na vida pessoal. Enfim, todos esses aspectos precisam ser levados em consideração no crescimento pessoal e profissional.

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Como lidar com os conflitos no ambiente de trabalho?

Os conflitos na paróquia são muito similares com o ambiente corporativo. Às vezes, os mesmos dos profissionais de organizações seculares. Lembrando que a paróquia é uma empresa do terceiro setor e têm obrigações, cobranças e metas a serem atingidas que se assemelham às das empresas do segundo setor. No segundo setor as metas visam o lucro. Na paróquia a evangelização, mas ambas são atividades-fim. Toda atividade-fim para ser alcançada gera esforços, e esses esforços podem gerar desgastes.

Para atingir o fim último, existem nas empresas as chamadas atividades-meio, e são essas que muitas vezes geram conflitos, desgastes e estresses, seja na empresa de qualquer setor, e não é diferente na paróquia. Quem está fora não consegue enxergar essas situações conflituosas, e muitas vezes beligerantes, que ocorrem dentro das paróquias, mas elas existem e são mais comuns do que se imagina. Tanto o pároco quanto as secretárias precisam lidar diariamente com essas situações conflituosas.
Nos meus cursos para secretárias/os paroquiais costumo perguntar se elas têm vivido situações de estresse no ambiente de trabalho, e se elas vivem tais situações, como lidam com elas?

A maioria responde que vive situações de estresses e de conflito, e aponta algumas delas, como, por exemplo, falta de sintonia com o pároco, aborrecimentos causados pelos agentes de pastoral da paróquia que as tratam como se elas fossem empregadas deles, e relacionamentos das pessoas com os serviços da paróquia, especialmente os relacionados aos sacramentos, como se eles fossem produtos. Tudo isso gera conflitos e aborrecimentos para as/os secretárias (os). Contudo, também para os padres, que precisam lidar com tudo isso com caridade pastoral e equilíbrio, mas nem sempre isso é possível.

Invista nestes dois exemplos para obter sucesso na secretaria:

1º. A mais importante, é a boa vontade

Quando se tem boa vontade às portas se abrem. Com boa vontade somos perseverantes, e quem é perseverante vence, obtém aquilo que almeja, e isso é bíblico. “Batei e a porta se abrirá” (Lc 11, 9), disse Jesus. Quem tem boa vontade faz as coisas com amor, com zelo. Cuida com carinho das coisas e dos procedimentos, e não desiste com facilidade.

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2º. Está relacionada à primeira, é a formação

Toda pessoa secretária (o) de uma paróquia não deveria descuidar da sua formação. Não é porque na paróquia não tem “plano de carreira” que os secretários e secretárias devem descuidar da sua formação e capacitação. Formação em todos os sentidos: pessoal, profissional, pastoral, espiritual e missionária. A pessoa deve se interessar pela formação e buscá-la, mesmo que o pároco não dê a atenção que deveria à formação de seus secretários e secretárias. Todo sucesso na vida depende disso, boa vontade e interesse em saber sempre mais. Quanto mais se sabe na área que atua, mais contribuição a pessoa pode dar, e quanto mais ela contribui, mais ela cresce como pessoa e como profissional. Isso vale para todas as áreas e pessoas.

Portanto, é inegável que o crescimento pessoal e profissional e o trabalho na secretaria exige um zelo e cuidado.  Ele vai além de certas recomendações. O profissional de secretaria paroquial é, acima de tudo, a pessoa de fé. Portanto, cultiva seus ideais e também é um discípulo missionário.

Pe. José Carlos Pereira, CP é Doutor em Sociologia e Mestre em Ciências da Religião, Escritor de várias obras como: “A Nova Secretaria Paroquial”, Catholicus Editora. Contato: cpzeca@uol.com.br

Texto escrito por Pe. José Carlos e adaptado por Redação Promocat

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