Aprenda a importância de organizar e gerenciar projetos e obras sociais

Aprenda a organizar e gerenciar projetos e obras sociais 

São diversas paróquias e casas religiosas que mantém importantíssimas Obras Sociais de atendimento às famílias carentes, como creches, asilos e serviços como de atendimento médico, odontológico, advocatícios, entre outros. Sendo assim, essas iniciativas são fundamentais para a comunidade, pois aliviam graves problemas que o poder público não consegue resolver.

Mas existem diversos tipos de problemas nesse esforço de ser presença evangelizadora nesses ambientes de alta vulnerabilidade social. Aqui podemos nos deter nos dois que são “capitais” (no sentido de que são erros que produzem mais erros):

  1. O amadorismo na gestão de projetos;
  2. A qualidade precária das parcerias que assume com o poder público e ou com empresas.

Assim, na busca por soluções o desafio central dessas organizações é oferecer capacitação para gestores e voluntários de modo a conquistar excelência na execução de projetos sociais.

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O que pode (e deve), ser feito!

Primeiramente, que ninguém desanime diante desses desafios. Muito pode ser feito para superar eventuais impasses e lacunas na gestão das obras sociais. Tudo começa com a clareza dos objetivos das parcerias que são feitas. Sendo assim, seja o poder público (prefeitura, recursos públicos), ou empresas (particulares, recursos privados) e também a própria diretoria das obras sociais não podem entender a parceria apenas como repasse de recursos financeiros.

Cabe a esses parceiros contribuírem com ações de desenvolvimento institucional, sobretudo o treinamento de profissionais e voluntários que atuam nas obras sociais e também todos os envolvidos numa parceria devem construir juntos os prazos de funcionamento, com data de início, meio e fim de cada projeto.

A relação da prefeitura (ou empresa) com as Obras Sociais não pode ser baseado em mero repasse de recursos. De sua parte, cabe aos gestores das Obras Sociais atrair e formar multiplicadores internos para dar continuidade às ações realizadas, mostrando que não é mera beneficiária do processo, mas um agente ativo na parceria, inclusive com a obrigação de oferecer uma contrapartida real (mobilização da comunidade, disponibilização de voluntários, etc), evitando relações de mero patrocínio.

Nesse campo formativo está o treinamento gerencial dos voluntários que exercem cargos na diretoria das Obras Sociais. Aí, um recurso possível é buscar consultoria nas universidades. Também merece destaque o chamado “voluntariado do conhecimento” que se refere à orientação técnica nos aspectos de gestão como: apoio na captação de recursos, apoio na articulação de outros parceiros, construção de sites, elaboração de um plano de comunicação, etc. Portanto, são esses profissionais que assumem essa forma de voluntariado que contribuem para a criação de um sistema de avaliação da parceria e/ou do projeto (indicadores de resultados); entre outros aspectos.

Um plano de capacitação de voluntários

Mais que propor um modelo de gestão é preciso destacar questões acerca das possibilidades de capacitação que levem à gestão democrática e ao planejamento participativo e que contemplem a complexidade de situações gerenciais presentes nas obras sociais paroquiais. Em sua maioria, a própria diretoria das obras sociais é formada por voluntários. Dessa forma, capacitar a todos, esse é o caminho. Uma maneira interessante de capacitar a equipe de voluntários é realizando oficinas temáticas. Contudo, confira alguns exemplos no quadro abaixo:

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8 instrumentos de apoio para a gestão de voluntários
  1. Termo de adesão ao Serviço Voluntário e Lei do Serviço Voluntário: importante para prevenir futuras demandas trabalhistas e previdenciárias. Todos devem conhecer a lei que regulamenta a questão.
  2. Regimento Interno: que apresenta o perfil básico do voluntário nas Obras Sociais.
  3. Ficha cadastral de voluntários: contendo dados pessoais, profissionais, horário do serviço voluntário que presta.
  4. Descritivo de função: qual atividade que realiza e de que modo.
  5. Ficha de avaliação periódica do voluntário: verificação do entrosamento entre o voluntário e as Obras Sociais. Deve ser preenchida pelo responsável direto pelo voluntário.
  6. Questionário de motivação pessoal: registra as percepções do voluntário referente ao trabalho realizado.
  7. Ficha de autoavaliação do serviço voluntário: registra a observações do voluntário quanto a sua própria atuação.
  8. Certificado pelo serviço voluntário: meio de valorização dos voluntários.

Gladstone Elias de Souza é Sacerdote, Pároco da Paróquia Santo Antônio em Belo Horizonte/MG. Especialista em Comunicação e Gestão de Empresas, Especialista em Ação Pastoral e Social da Igreja e Graduando em Psicologia pela PUC-Minas. Contato: [email protected]

Texto escrito por Gladstone e adaptado por Redação Promocat

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