Aprenda a construir um planejamento em recursos financeiros

Veja como construir um planejamento em recursos financeiros para a sua instituição

Para que uma organização prospere é preciso um planejamento em recursos financeiros. Sendo assim, possuir uma ferramenta de gestão que permita acompanhar a evolução dos recursos financeiros é fundamental no atual contexto econômico e social. Esta regra é primordial para que uma organização tenha sucesso e prospere em sua missão. A Igreja, sendo uma organização, precisa também estar atenta para as questões financeiras. Os recursos estão cada vez mais escassos e fiscalizados pelo governo. A atual conjuntura econômica pede que o gestor esteja atento para o aspecto financeiro, pois o descuido pode acarretar problemas sérios no futuro. Desta forma, o gestor religioso precisa também compreender os sinais apresentados pela atualidade para fazer render o máximo possível os recursos que lhes são entregues para gerir.

Uma regra fundamental no exercício da gestão financeira é saber onde se está e saber onde se quer chegar. Pois a falta destes referenciais pode acarretar desperdícios de recursos e uma perda de credibilidade na arrecadação. Ou seja, sem esta regra fica complicado saber o quanto é necessário arrecadar e como aplicar o recurso de modo a atingir os objetivos estabelecidos.

Qualquer que seja a organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, faz-se necessário apresentar saldo positivo de caixa. Sendo assim, é preciso gastar menos em relação ao que recebe. Parece simples a ação, mas existem organizações que se endividam com facilidade, justamente pela ausência de uma ferramenta de gestão chamada Gestão Financeira.

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Afinal o que é gestão e gestão e financeira propriamente dita?

De forma simples podemos dizer que gestão é a prática de ter controle sobre os processos da organização. Controle realizado pelo acompanhamento dos indicadores e metas definidas, com comunicação clara e específica aos diversos níveis da organização e reuniões entre o gestor e sua equipe para avaliação dos resultados. Possui em sua estrutura pessoas preparadas para analisar situações e propor soluções que alcancem os resultados desejados. Podemos aprofundar um pouco mais afirmando que gestão financeira é assegurar a sustentabilidade e a rentabilidade da organização por meio do planejamento, execução e controle (monitoramento) das entradas e saídas de recursos que deverão estar nos relatórios.

O gestor religioso não precisa necessariamente exercer sozinho o controle de todas as etapas desse processo, no entanto precisa ter o conhecimento dos diversos elementos que compõem a gestão financeira.

Os processos de controle financeiro se expressam por meio de três relatórios. O relatório de Fluxo de Caixa contém o saldo final previsto de cada período projetado. O relatório do Demonstrativo do Resultado do Exercício demonstra as receitas, os custos dos produtos vendidos ou serviços prestados, as despesas operacionais e não operacionais e o resultado final, que pode ser lucro ou prejuízo do período. Por fim, o Balanço Patrimonial, que apresenta a quantidade e a qualidade dos investimentos, financiamentos e resultado.

A tendência é que os diversos registros financeiros sejam cada vez mais digitais e, desta forma, mais isentos de inconformidades. Esta realidade surge da ampliação do conceito de transparência nas movimentações financeiras. As informações existentes nos bancos de dados das instituições fiscalizadoras serão cada vez mais cruzadas para atestar sua veracidade e sua destinação.

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A importância do planejamento

O planejamento é importante porque existem ações, aquisições e serviços a serem produzidos. Eles requerem coordenação e uso adequado dos planejamentos em recursos financeiros. Contudo, irão permitir a verificação caso as saídas de recursos estejam menores que as suas entradas e, caso estejam maiores, atuar de forma proativa e criativa para reverter a situação. A existência de um planejamento em recursos financeiros permite que o gestor:

  1. Desenvolva a capacidade de analisar se os recursos estão bem aplicados e de acordo com os objetivos organizacionais;
  2. Destine de forma antecipada os recursos;
  3. Estabeleça objetivos alcançáveis e política de compras, vendas e estoques;
  4. Administre os impostos, os custos e as despesas e identifique quais são os de característica variável e fixa;
  5. Determine o ponto de equilíbrio;
  6. Identifique o Capital de Giro necessário para manter os processos;
  7. Proteja a liquidez, ou seja, a capacidade de pagamento nos prazos estabelecidos;
  8. Leve ao crescimento e que compreenda a capacidade de investimento.

Diante do exposto, percebe-se a importância da participação do gestor e dos responsáveis pelas ações organizacionais para a qualidade e quantificação do fluxo de caixa e demais relatórios. É preciso conhecer e interpretar o ambiente externo e interno da organização. Além disso, realizar reuniões periódicas para acompanhar os resultados e agir se necessário for. Dessa forma, o gestor religioso precisa estar assessorado por pessoas competentes. Eles irão ajudá-lo apresentando as informações que servirão de base para a sua tomada de decisão. Em síntese, podemos dizer que, com o planejamento em recursos financeiros, identifica-se como a organização vai operar.

Fique atento!

Atualmente, não dar a devida atenção para a gestão financeira pode comprometer e muito a situação financeira atual e futura da organização. Percebe-se que uma gestão financeira eficiente e eficaz depende da atitude do gestor e de sua equipe; afinal, é a ação de prever e registrar a execução das entradas e saídas de recursos bem como o de avaliar se está no caminho de onde deseja chegar. É ouvir o conselho de Jesus deixado pela comunidade de Lucas, no capítulo 14, dos versículos 28 a 30: “Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces, e não puder acabá-la, todos os que virem não comecem a zombar dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’”.

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Francisco Antônio Maciel Novaes é Graduado em Ciências Contábeis e Administração de Empresas. Especialista em Administração Financeira, Administração Pública e Gerência de Cidades. Mestre em Desenvolvimento Humano: Políticas e Formação. Cursou as disciplinas de inovação e análise de investimento pelo ITA e gestão pela inovação na FGV. Foi diretor de desenvolvimento econômico e inovação do município de Taubaté.

Texto escrito por Francisco e adaptado por Redação Promocat

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