Buy Liquid Clomid Australia Purchase Tarceva 150mg Tablets Online Uk Buy Erlotinib Paypal Minoxidil Contraindications Buy Minoxidil Memphis Purchase Minoxidil Fort Worth A Providência Divina na administração paroquial
A providência divina na administração paroquial

Devemos confiar somente na providência divina?

Não é raro ouvirmos pessoas ligadas à Igreja, leigas e religiosas, dizerem sempre que “Deus proverá”. Também é comum encontrarmos comunidades inteiras, que se comportam sob essa premissa. Para cada dificuldade encontrada, basta prostrar-se em oração que a providência divina ouvirá e proverá todas as necessidades, resolvendo todos os problemas.

Muitos administradores eclesiais transferem suas responsabilidades a Deus, esquecendo de cumprir sua parte. Certamente Deus provém, essa é a fé cristã. Mas provém saúde, sabedoria, capacidade, talento. Enfim, provém as condições das quais você precisa para fazer a sua parte: trabalhar!

É preciso crer na bondade Divina e em Seu poder absoluto, foi Jesus quem disse: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir… buscai pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mt 6.25,33). Mas transferir a Ele responsabilidades de seu trabalho que são somente suas é, também, irresponsabilidade administrativa. Deus dá aos pássaros o alimento, mas não o coloca em seus bicos.

Quando se vive somente da Providência, como é o caso de muitas comunidades, deve-se reforçar o zelo aos cuidados administrativos. A atenção às questões financeiras deve ser redobrada. Muitos membros de comunidades nesta situação, chegam a passar necessidades básicas, inclusive de alimentação, para cumprir com seus compromissos financeiros. Creio ser essa a vontade de Deus, que seus filhos atendidos cumpram suas funções com justiça e honestidade.

Veja também:
Aprenda novas posturas em comunicação para dinamizar o trabalho

A realidade das comunidades

Também não é raro encontrarmos comunidades em completa insolvência financeira, com uma vasta lista de obrigações não cumpridas. Quando se analisam as situações que levaram àquela condição, encontram-se inúmeras atitudes administrativas irresponsáveis e, muitas vezes, nenhum procedimento é tomado em relação a uma tarefa que deveria ser executada, mesmo que erroneamente. O “líder” daquela comunidade nada fez para cumprir suas obrigações, deixando todo o trabalho a cargo de Deus. Pior do que isso é quando encontramos claramente a orientação para que as pessoas ajam desta forma, ou seja, executem todos os trabalhos adquirindo dívidas, mesmo sendo evidente que essas não serão pagas, deixando um lastro de inadimplência. Jesus também disse: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura…” (Mc 16.15,16), mas não disse “a qualquer custo”, ou que poderíamos fazer isso sem pagar nossas contas, gerando prejuízos a terceiros, mesmo em nome da “evangelização”.

Evangelizar custa dinheiro. Quanto você imagina que custou o evento relacionado à visita do Papa Bento XVI ao Brasil para a igreja católica? Isso sem contar os valores assumidos pelo governo brasileiro, pois sabemos que o Santo Padre é também um Chefe de Estado, que mantém relações diplomáticas com o Brasil – o que garante verba no orçamento da União para sanar custos de sua visita. Quanto custaria à CNBB todo aquele aparato de segurança? Não creio que a organização do evento tenha assumido compromissos financeiros de maneira irresponsável, sabendo que não teria condições de arcar com esses custos, somente em nome da “evangelização”. Por mais dificuldades que encontraram e, certamente, ainda encontram para pagar todas as despesas assumidas, elas serão pagas. Mas, para isso, trabalharam muito: planejaram, contrataram, fiscalizaram, executaram e, também, pediram a Providência de Deus, mas sem deixar de realizar a parte que lhes cabia.

A importância de saber administrar

Administrar uma instituição religiosa é função que requer responsabilidade dobrada. Entretanto muitos administradores eclesiais parecem não compreender a importância, ou preferem não entender, talvez. Quantas são as instituições religiosas que vivem somente com a providência divina e que não realizam atividades que possam, mesmo que informalmente, prover os custos necessários para a manutenção das obras sociais e evangelizadoras a que elas se destinam? É o que acontece com inúmeras congregações, muitas delas de vida enclausurada, que dependem exclusivamente da ajuda de terceiros, certamente provida por Deus. Essas congregações entendem suas funções no contexto da Igreja e no processo de evangelização. Seus administradores (as) não cometem atos irresponsáveis de endividamento, assumindo despesas que não poderão ser pagas. Não me parece uma atitude Cristã dar calote em “nome de Deus”.

Algumas congregações, no exercício de seus ministérios, lançaram-se em empreendimentos comerciais para sustentar suas ações e suas obras. Como exemplo posso citar as grandes editoras católicas, que desempenham importante papel para a Igreja, sem gerar prejuízos a nenhum de seus fornecedores ou colaboradores. São administradas com técnicas e ferramentas altamente eficazes, dignas de uma grande empresa secular, como deve ser. Posso citar com propriedade, pois conheço sua administração, as Edições Loyola que pertence aos padres Jesuítas.

Veja também:
Responsabilidade do titular ou da titularidade perante o título emitido

Administre com competência

Com a ajuda de funcionários devidamente legalizados sob as leis trabalhistas, a empresa é administrada com competência e seriedade. Também cito as editoras Santuário, Ave Maria e Paulinas, cujos sistemas administrativos conheço bem. Estes abrangem, desde recursos humanos, até departamentos de marketing. Tais estratégias resultam de competência e de eficácia nos trabalhos executados, com o provento de Deus e o esforço de muitos, sem prejuízo a ninguém.

Quando se transmite a expectativa da providência divina, tudo o que se desejou comprar e, irresponsavelmente, começa-se a executar tarefas que geram gastos à comunidade e essas despesas não são sanadas, transfere-se responsabilidade aos fiéis que seguem a obra, e isso é ainda mais grave.

Portanto, é preciso trabalhar com responsabilidade sobre todas as coisas. Inclusive as questões financeiras, mesmo em nome da missão, pois missão é o mesmo que encargo, obrigação, dever, uma função ou poder que se concede a alguém para fazer algo… “Da mesma maneira que Tu me deste uma missão no mundo, eu também dei para eles” (João 17:18). Ou seja: missão é sinônimo de trabalho.

Fábio Castro é diretor da ExpoCatólica e da Revista Paróquias.

Texto escrito por Fábio Castro e adaptado por Redação Promocat

©[2019] Portal Paróquias - Todos os direitos reservados a Promocat Promotora Católica

ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Create Account