A preservação do patrimônio da paróquia é dever da comunidade

A importância de preservar o patrimônio da paróquia

“Não nos libertamos de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau”. A frase de Mark Twain se aplica perfeitamente à questão da salvaguarda dos bens culturais e artísticos das nossas Igrejas. Por consequência, mudanças de atitude na preservação do patrimônio da paróquia é fruto de uma constante e lenta construção do preservacionismo. Ao visitarmos Igrejas no Brasil todo, não é raro ouvirmos relatos de roubo e furtos dos seus elementos artísticos. Sabemos da gravidade do problema e vemos na mídia uma divulgação crescente de casos, buscando o apelo da população. Entretanto, existem fatores de deterioração e perda destes acervos. Isso está ligados a questões de hábitos, eventualmente tão danosos quanto um roubo.

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Salvaguarda Compartilhada

O velho hábito de compartilhar a guarda de imagens com famílias da paróquia pode se revelar uma maneira de perder o controle sobre o bem em questão. Tanto do seu estado de conservação como da sua localização. Contudo, isso é considerado porque a Igreja não oferece condições de manter o bem em segurança. Sendo assim, o pároco acaba por conceder a uma determinada família ou indivíduo que exerça a salvaguarda de certos elementos, como imagens, alfaias, etc. Com o tempo, corre-se o risco de perder o registro desta guarda alheia. O contato com a família em questão se desfaz. As pessoas que até então se responsabilizaram pela guarda acabam por delegar a outras, e assim se desfaz um patrimônio tão valioso.

Muitos foram os casos. Os elementos artísticos, como talhas em madeira, mobiliário e pratarias foram vendidos ou trocados, mediante as mais diversas justificativas. Entre elas:  reforma do templo, quebra do elemento ou deterioração avançada. Por esta razão, encontramos hoje em residências particulares riquíssimos acervos adquiridos há cerca de quatro décadas. Neste período de quarenta anos, vemos uma crescente mudança de atitude com relação ao patrimônio da Igreja. Primeiramente, deve-se encarar o desafio dos anos futuros de sermos agentes ativos desta conscientização conservacionista. Tanto a Igreja, como o Poder Público e a população devem se mobilizar e assegurar meios de preservar os bens representativos da nossa história.

Iniciativa

Um bom exemplo de atitude conservacionista são os inventários de bens artísticos do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Esses inventários são utilizados nas Igrejas que possuem tombamento federal. São listas detalhadas de todos os elementos existentes naquele Templo, com informações sobre: procedência, estado de conservação e características do bem, seja ele uma imagem, alfaia, mobiliário, pintura, etc. Portanto, estes inventários estão disponíveis para consulta e é possível encontrá-los nos escritórios do órgão. Formas mais seguras de salvaguarda dos bens são possíveis e cada vez mais se enxerga a necessidade de buscar soluções para esta questão. Entretanto, o importante é que se reforce efetivamente, por meio de ações educativas e de segurança, o cunho preservacionista na atitude das comunidades e paróquias.

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Eliane Pavan é Arquiteta Especializada em Patrimônio Histórico.

Texto escrito por Eliane Pavan e adaptado por Redação Promocat

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