A importância dos bens artísticos na vida e na história da Igreja

Os bens artísticos da Igreja

Os bens artísticos são artigos que fortalecem a história da Igreja. Muitas são as atribuições ligadas à conservação de uma igreja. Em suma, os párocos sabem que esta é uma tarefa diária. Isso deve ser um foco de atenção constante: manutenção das instalações prediais, restauro, conservação da arquitetura e seus elementos. Existem medidas preventivas que conservem o acervo artístico, por ser uma parte importantíssima da nossa cultura católica? Neste sentido, resta um importante desafio: a meta é conservar, para não haver a necessidade do restauro.

Além do aspecto da conservação, existe a questão da proteção destes acervos. Sendo assim, pode parecer exagero, mas o fato é que a indústria do crime artístico e de patrimônio cultural movimenta um comércio ilícito da ordem de 4 bilhões dólares, atrás apenas do tráfico de drogas e armas, e o Brasil é um dos alvos preferidos deste tipo de crime.

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Cenário Atual

Primeiramente, se o panorama atual parece desanimador, por outro lado podemos citar ações da esfera governamental no combate a estes problemas, como a atuação do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na sua Campanha “Luta contra o tráfico ilícito de bens culturais” e no projeto de cadastramento dos comerciantes de obras artísticas.

Considerando este cenário, existem medidas simples capazes de contribuir para a prevenção e salvaguarda dos bens culturais, tais como:

A catalogação como instrumento de preservação

O processo de catalogação perpetua o registro documental do acervo. Sendo assim, esta base de dados é muito útil como ferramenta da conservação, pois identifica as obras de arte e bens patrimoniais, dificultando situações de roubo e tráfico.

Registro fotográfico de boa definição

Objetos litúrgicos, Imaginária Sacra, Pinturas, Esculturas e Artes aplicadas devem receber um registro fotográfico de qualidade, sob condições adequadas de iluminação e reprodução de cor, para servir de base documental para futuras intervenções de restauro e conservação.

Avaliação técnica periódica

A prevenção e a precoce detecção de fatores danosos ao acervo, como umidade, vazamentos, presença de cupins, corrosão dos metais e deterioração das condições gerais podem fazer a diferença entre ter um acervo bem conservado ou arcar com grandes custos de restauro.

Aplicação de métodos de identificação digital

Existem disponíveis métodos de identificação que permitem rastrear a peça catalogada em qualquer lugar do mundo. Portanto, graças às novas tecnologias, os custos são relativamente baixos em relação ao benefício que proporcionam.

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Fonte de recursos e Conscientização

Estes quatro instrumentos de conservação geram benefícios além da conservação em si. Eles facilitam a administração do acervo, ou seja, auxiliam os párocos na organização dos inventários de bens. Podem ainda, gerar uma fonte de renda para a paróquia, na medida em que as imagens geradas pelo registro fotográfico podem ser transformadas em produtos gráficos para a venda (cartões, calendários, etc.).

Em conclusão, manter nosso patrimônio histórico é valorizar o potencial das igrejas como ferramenta de desenvolvimento sociocultural, turístico e econômico das comunidades que as abrigam.

Eliane Pavan é Arquiteta especializada em Patrimônio Histórico.

Texto escrito por Eliane Pavan e adaptado por Redação Promocat

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