A importância do feedback em uma organização religiosa

As dificuldades no gerenciamento de pessoas estão presentes em todas as organizações e em muitas delas estão relacionadas à problemas de comunicação entre o gestor e os seus colaboradores. Diante desse cenário os gestores vêm percebendo, cada vez mais, a necessidade de desenvolver um bom feedback com o seu colaborador, ou seja, “dar um retorno” do que está sendo bem realizado ou não.

Entende-se o feedback como um processo de integração ou de comunicação que não está voltado para dar palpite, ou dar bronca, ou elogiar ou até mesmo falar mal, mas sim para promover o crescimento dos envolvidos em qualquer lugar ou contexto. A razão de um feedback está em permitir uma relação de confiança e de alinhamento entre o que a organização espera e o que o colaborador faz.

O feedback é uma importante ferramenta dentro da organização pois não apresenta aos colaboradores apenas os aspectos em que eles se desenvolvendo, mas aqueles que eles estão errando e quais as maneiras de corrigir e melhorar, elevando o padrão de atendimento e qualidade nos serviços prestados.

Esse processo de integração nem sempre é fácil de acontecer e por esse motivo deve ser trabalhado de maneira cuidadosa e assertiva. O gestor deve sempre lembrar que o feedback deve ter caráter educativo e não punitivo e conhecer os tipos de feedback o ajudam a lidar com situações variadas. Os mais utilizados são: o feedback positivo, o feedback negativo e o feedback construtivo.

A importância do feedback em uma organização religiosa

Feedback positivo

O feedback positivo está voltado a destacar os pontos positivos do colaborador, a sua eficiência, o comportamento adequado diante de alguma situação, o fato de ter cumprido alguma tarefa no prazo correto, resolução de algum problema, atitudes proativas, entre outros. Cabe também nesse tipo de feedback reforçar o que a organização espera do colaborador e incentivá-lo a continuar trilhando esse caminho.

Feedback negativo

Esse tipo de feedback, normalmente, é mais incômodo tanto para quem realiza quanto para quem o recebe. Ele acontece quando o colaborador não está realizando as suas atividades conforme o esperado pela organização ou quando o resultado dessas atividades não está satisfatório. Nesse feedback o importante não está somente em destacar os aspectos negativos de atuação do profissional, mas de ajudá-lo a melhorar e realizar o seu trabalho de uma maneira melhor.

Feedback Construtivo

É um modelo de feedback que une as características dos dois feedbacks anteriores. É também conhecido por feedback corretivo cujo foco está voltado em apontar os aspectos que precisam ser melhorados, sem deixar de mencionar e reforçar as qualidades do colaborador e tudo o que ele tem contribuído para obtenção do sucesso da instituição.

Seja qual for o tipo de feedback a ser realizado é interessante que o gestor:
  1. Organize o conteúdo a ser trabalhado com o colaborador antes de começar o feedback seja por meio de planilhas preenchidas durante as atividades do colaborador, seja por meio de anotações realizadas um pouco antes do processo acontecer;
  2. Prepare o ambiente antes de começar o feedback perguntando sobre os últimos cursos feitos pelo colaborador, ou como o colaborador está percebendo as atividades que realiza, enfim crie um clima amistoso e favorável;
  3. Opte por ser sempre o mais honesto possível, compartilhando os acontecimentos que foram realmente verificados, mesmo que não seja muito fácil ou simples abordar determinado assunto, procure ser empático quando abordá-los;
  4. Utilize a tática de começar pelos pontos fortes para depois trabalhar os aspectos negativos de determinada atitude do colaborador, é verdadeiro o fato de todos serem imperfeitos e estarem permanentemente necessitando de alguma correção ou ajuste em seu desenvolvimento;
  5. Lembre que o processo de feedback está voltado para apontar soluções e não falhas ou culpados, e essa informações devem ser não somente explicitadas ao longo de todo o processo, mas realmente cumprida pelo gestor.

Todo feedback deve ser uma via de mão dupla, ou seja, é importante que o gestor esteja aberto também para ouvir críticas e sugestões dos seus colaboradores para a melhoria na qualidade do trabalho, o aumento da motivação, a melhora da comunicação e a aprendizagem mútua.

André Luiz Freitas Guimarães é Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional, Especialista em Marketing e Comércio Exterior e Bacharel em Administração. Professor e membro do Núcleo Docente Estruturante da área de Gestão e Negócios da Universidade de Taubaté e coordenador do curso de Administração na modalidade presencial e a distância da mesma Instituição. Também é professor e membro do Núcleo Docente Estruturante do curso de graduação em Administração da Faculdade Dehoniana e docente no curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Religiosa e Paroquial da mesma Instituição. Foi sócio/diretor da empresa Medical Vale Produtos de Saúde com sede em Taubaté/SP de 2010 a 2018.

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