A gestão de pessoas no terceiro setor

A gestão de pessoas como estratégia para o terceiro setor

Toda organização é um conjunto de pessoas. Dessa forma, os resultados dependem, diretamente, do desempenho de cada uma delas. É por essa razão que a gestão de pessoas deve ser considerada tema estratégico e fundamental tanto no Terceiro Setor como no setor privado ou público.

É claro que, no caso do Terceiro Setor, existem algumas características que o diferenciam da realidade privada e pública. Porém, profissionalismo, clareza e honestidade devem estar presentes em qualquer instituição, seja qual for sua inserção na sociedade.

Segundo Luiz Carlos Cabrera, sócio da PMC-AMROP International, uma das maiores empresas de contratação de executivos do mundo, estamos vivendo uma transição. As empresas estão deixando de ser Instituições, para se tornarem Negócios. Dessa forma, poder decisório central, controle, obediência, cargo e outros conceitos, estão sendo trocados por poder decisório compartilhado, liderança, parceria, e espaço organizacional.

Isso quer dizer que nas Empresas-Negócio as pessoas têm mais importância do que os cargos. As carreiras estão se tornando horizontais ao invés de verticais. O trabalho em equipe e a interfuncionalidade estão mais presentes no dia-a-dia dos funcionários. O empowerment (delegação de autoridade) é prática frequente. Portanto, empresas desse tipo, além de apresentarem maior foco em seu negócio, enxergam as mudanças contínuas como fator necessário e propulsor para seu desenvolvimento.

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Os diversos pontos de vista

Do ponto de vista do profissional, é esperado um vínculo estável, negociado e ético. Se nas Instituições o vínculo era sustentado pela relação de troca da segurança por lealdade, na Empresa Negócio essa troca já acabou. O vínculo é, neste caso, baseado na troca de desafios por competência atualizada. Além disso, a remuneração deve ser justa e baseada em performance. Por último, deve haver avaliações de desempenho permanentes, abertas, honestas e principalmente focadas em melhorar a atuação do funcionário e não em críticas constantes.

Já do ponto de vista da organização, dentro do conceito de Negócio, o bom profissional é aquele que está constantemente desenvolvendo suas competências. Ele desenvolve um vínculo estável com a organização, que sabe trabalhar em equipe e não é centralizador. Tem paixão por aquilo que faz, é flexível e tem “jogo de cintura”, sabendo se relacionar tanto internamente com colegas e outros funcionários, como externamente, com clientes, fornecedores, colaboradores, mídia, governo, etc.

O terceiro setor

As organizações do Terceiro Setor precisam encarar a gestão de recursos humanos da mesma forma que uma moderna empresa privada ou pública. Por um lado, o desafio é maior. Ainda é preciso vender a ideia do Terceiro Setor e assim atrair talentos vocacionados. Por outro, motivá-los talvez não seja tão difícil como no setor privado. Em geral, a paixão pela causa vem de um interesse pessoal muito forte. Mas não podemos deixar que os objetivos sociais, filantrópicos ou qualquer outro, se confundam com descuido na gestão.

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Prof. Luiz Carlos Cabrera, sócio e consultor da PMC-AMROP INTERNATIONAL e professor da FGV – EAESP.

Texto escrito por Luiz Carlos e adaptado por Redação Promocat

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