A formação das cidades e a atuação da Igreja

Qual o papel da igreja na formação das cidades?

Vivemos hoje em um cenário nacional predominantemente urbano. Dados do último recenseamento do IBGE mostram que o Brasil chegou ao século XXI como um país, onde a população urbana é equivalente a 84,72%. Deparando-se com este panorama de formação das cidades é muito difícil imaginar. Apesar de termos acesso às informações da história, como teriam sido os primeiros momentos desse processo?  E como eram suas configurações e feições do cotidiano? Ou seja, a presença da Igreja nesta questão é de fundamental importância histórica para entendermos essa evolução surpreendente das cidades.

Arraial, freguesia e vila

A Vila fez a Igreja Católica permear o crescimento das cidades brasileiras por meio da sua presença e função. A formação dos núcleos urbanos, foi pontuada historicamente, pela chegada e desenvolvimento das paróquias. O arraial, primeira formação de uma comunidade organizada, está diretamente ligado ao estabelecimento de uma capela. A presença do templo, além de conferir destaque frente à rede de povoações existentes em uma região, ainda significava reflexos diretos na expansão do traçado urbano.

O reconhecimento deste valor não estava apenas no acesso mais próximo a um batismo ou casamento para a comunidade. Ele estava na garantia dos registros oficiais como o nascimento, matrimônio e óbito. Isso trouxe relevância não apenas paroquial, mas jurídica e constitucional. Desta forma, configurou-se por meio do papel da Igreja, o início de uma relação fundamental entre religiosidade, urbanismo, reconhecimento constitucional e consciência social. A pequena capela, quando elevada à categoria de Matriz, também trazia ao núcleo urbano a chancela de freguesia e posteriormente, Vila, mostrando uma interdependência no processo evolutivo e de ocupação urbana.

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Perspectivas atuais

Certamente, grande parte de nossas cidades se formou em processos urbanos similares a esse. O desenvolvimento econômico e social se vinculou fortemente à presença da Igreja, e em decorrência direta dela. A fundação de escolas e obras sociais, hospitais e assistência à população mobilizaram de tal forma a estrutura urbana que ao longo das décadas, este vínculo Igreja e sociedade, se traduziu em desenvolvimento urbano.

O fenômeno do “Brasil urbano” constatado pelo levantamento do IBGE é um processo iniciado na década de 50, na região Sudeste. Na verdade teve suas raízes fincadas séculos atrás, com esta evolução embrionária das cidades mesclada ao fortalecimento local das paróquias. Estar atento aos desafios urbanos atuais é, antes de tudo, entender nossa história. Portanto, nosso papel como sociedade, nossos anseios do passado e do presente e a partir de então, refletir sobre quais caminhos queremos seguir no desenvolvimento social de nossas cidades.

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Eliane Pavan é Arquiteta Especializada em Patrimônio histórico.

Texto escrito por Eliane Pavan e adaptado por Redação Promocat

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